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Entenda o que provocou a ‘cachoeira de nuvens’ que se formou sobre a Serra do Curral em BH

Foto: Reprodução/ William Fernandes/Imagens cedidas à 98

Moradores de Belo Horizonte se depararam nessa quarta-feira (17) com um fenômeno atmosférico que chamou atenção pela aparência incomum: uma espécie de “cachoeira” de nuvens descendo e se espalhando sobre áreas da capital. O efeito, que lembra uma cascata de neblina, foi observado na região da Serra do Curral e tem explicação na combinação entre relevo, umidade e variação de temperatura.

A meteorologista Anete Fernandes, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), explica que o fenômeno acontece quando o vento úmido é forçado a subir a encosta da serra. “Ao ganhar altitude, o ar esfria rapidamente, o que favorece a condensação do vapor d’água presente na atmosfera”. Com isso, se forma um nevoeiro denso, composto por microgotículas de água.

Depois que o ar passa pelo topo da serra, ele começa a descer em direção à cidade. Nesse movimento, a temperatura aumenta aos poucos, o que faz com que as gotículas evaporem novamente e a nuvem baixa se dissipe. É essa mudança constante entre formação e dissipação que cria o efeito visual de uma “onda” de nuvens avançando sobre a paisagem.

O fenômeno é chamado de nevoeiro orográfico porque depende diretamente da interação entre o relevo e o vento. Ele costuma aparecer com mais frequência em períodos de temperaturas mais amenas, como outono e inverno, quando ainda há umidade suficiente no ar.

Em Belo Horizonte, esse tipo de formação pode ficar mais evidente em dias com manhãs frias e presença de umidade. Apesar do visual impressionante, trata-se de um fenômeno natural e passageiro.

Segundo a especialista, tudo depende dessa combinação de fatores: “condensação do vapor d’água, resfriamento do ar e interação com a serra”.

 

Fonte: Agência Content Box