Os Estados Unidos deixaram oficialmente a Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo comunicado publicado nessa quinta-feira (22) pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS). A decisão encerra uma parceria que vinha desde a criação da entidade, em 1948.
Antes mesmo do desligamento formal, o governo do presidente Donald Trump já havia interrompido o financiamento e o apoio institucional à agência. “O financiamento e o corpo de pessoal dos Estados Unidos destinados a iniciativas da OMS foram encerrados”, afirmaram o secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., no comunicado.
Contexto da decisão
- Trump anunciou a saída dos EUA da OMS em janeiro de 2025, no dia em que tomou posse para o segundo mandato.
- Até então, o país era o maior doador da agência de saúde pública da ONU.
- Entre 2024 e 2025, os EUA financiaram 75% dos programas voltados para HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis.
- A interrupção já afeta iniciativas contra HIV, poliomielite, malária e tuberculose.
Reações e justificativas
Logo após a divulgação da decisão, a OMS retirou de sua fachada a bandeira dos Estados Unidos, gesto que foi criticado por autoridades norte-americanas. O governo justificou a saída apontando “falhas da OMS durante a pandemia de Covid-19” e alegando falta de independência política da organização.
Em contrapartida, Washington afirmou que continuará atuando em saúde global por meio de acordos bilaterais e de agências nacionais, como o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), sem a mediação da OMS.
Impacto financeiro
Historicamente, os Estados Unidos são o maior financiador individual da OMS, responsáveis por cerca de 18% do orçamento total da entidade. A suspensão imediata dos repasses deve impactar diretamente programas de vigilância de doenças, resposta a emergências sanitárias e campanhas de vacinação em diversos países.
Com informações do Metrópoles







