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Explosões atingem embaixada dos EUA no Iêmen

A embaixada dos Estados Unidos no Iêmen foi atingida por explosões na manhã desta quarta-feira (17). Segundo a agência de notícias Associated Press, informações oficiais confirmam a morte de dez pessoas no atentado, sendo seis guardas do Ministério do Interior do país e quatro civis, um deles indiano.
Segundo o Ministério do Interior, morreram ainda seis terroristas que realizaram os ataques a bomba, totalizando 16 pessoas mortas no atentado.
Inicialmente, um carro-bomba explodiu diante do prédio, localizado na capital do Iêmen, Sanaa. Houve várias vítimas?, disse Ryan Gliha, porta-voz da missão diplomática norte-americana, sem precisar à CNN o número de mortos ou de feridos.
O veículo foi estacionado diante do prédio. Após a explosão, homens que ocupavam um outro carro dispararam tiros contra os guardas que trabalham no complexo. Segundo as agências internacionais, houve tiroteio e os terroristas chegaram disparar ao menos dois foguetes contra o prédio.
O grupo islâmico que se apresentou como ?Yihad Islâmica no Iêmen?, em comunicado enviado para a agência de notícias France Presse (AFP), reivindicou o ataque e ameaçou atentados contra missões diplomáticas de Grã-Bretanha, Arábia Saudita e Emirados Árabes.
Em um comunicado, a embaixada em Sanaa condenou o que descreveu como um ataque hediondo e afirmou que trabalhará com as autoridades do Iêmen para levar os criminosos à Justiça. Também informou que tanto a embaixada como os consulados americanos no país permanecerão fechados por tempo indeterminado.
O britânico Trev Mason, que mora na cidade, contou ao canal americano CNN que ouviu pelo menos três grandes explosões. Ouvimos um forte tiroteio. Olhamos pela janela e vimos a primeira explosão, uma bola de fogo muito perto da embaixada dos Estados Unidos, declarou.
O tiroteio continuou por entre 10 a 15 minutos, seguido de duas grandes explosões, acrescentou.
Em março, uma estudante e um policial morreram, e 19 pessoas ficaram feridas, em um ataque com foguetes que, segundo a diplomacia americana, tinha como alvo a embaixada.
Nos últimos anos, os extremistas islâmicos cometeram muitos ataques no Iêmen, terra dos ancestrais do líder da rede al-Qaeda, Osama bin Laden, e um dos países mais pobres do mundo.
Em outubro de 2000, o navio de guerra americano USS Cole foi atacado no porto de Aden (sul) com um barco carregado com explosivos. O saldo foi de 17 oficiais americanos mortos.
O braço iemenita da al-Qaeda, batizado de Unidades das Brigadas de Al-Iêmen, também reivindicou ataques fatais contra turistas belgas e espanhóis nos últimos dois anos.
Um grupo que se autodenomina Jihad, sem conexão com a al-Qaeda, executou atentados contra as tropas oficiais e instalações petroleiras no sul do Iêmen desde 2003.
Em 12 de agosto, o ministério da Defesa anunciou a morte de um líder local da al-Qaeda, em confrontos armados que resultaram na morte de dois policiais.