O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira (17), um reajuste de 15% nos benefícios do programa Bolsa Família. A medida foi divulgada a pouco mais de duas semanas para o primeiro turno das eleições e terá validade a partir de outubro.
Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o piso do Bolsa Família será elevado de R$ 600 para R$ 691. Já o benefício médio passará de R$ 675 para R$ 777.
Com a mudança, o aumento nos valores pagos aos beneficiários ficará em torno de R$ 100. O reajuste começa a valer a partir de outubro.
De acordo com Moretti, o reajuste tem como objetivo corrigir os valores dos benefícios com base na inflação acumulada desde o início do programa até agosto de 2026. Segundo o ministro, nesse período, a inflação acumulada foi de 15,04%.
Moretti destacou que a legislação do Bolsa Família permite a reposição inflacionária para preservar o poder de compra dos beneficiários.
“A lei do Bolsa Família nos concede uma autorização para fazer a reposição inflacionária para garantir o poder de compra dos beneficiários do Bolsa Família”, ressaltou o ministro.
A medida terá impacto de R$ 5,8 bilhões no orçamento de 2026, segundo o ministro do Planejamento e Orçamento. Para o próximo ano, o impacto orçamentário estimado é de R$ 22 bilhões.
Com o reajuste anunciado nesta quinta-feira, o piso do Bolsa Família passará a ser de R$ 691, enquanto o benefício médio chegará a R$ 777. A atualização dos valores entra em vigor em outubro, com a justificativa apresentada pelo governo de recompor a inflação acumulada e preservar o poder de compra dos beneficiários.
Com informações do Metrópoles






