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Extrema, no Sul de Minas, confirma casos de Covid causados por variante ômicron

A Prefeitura de Extrema, no Sul de Minas, informou na noite dessa segunda-feira (20) que identificou casos de Covid-19 causados pela variante ômicron na cidade.

Apesar de não informar quantos diagnósticos da nova cepa do coronavírus foram registrados, a administração municipal destacou que investiga outros 40 casos que podem estar relacionados à nova linhagem do coronavírus. 

Os diagnósticos já confirmados, conforme a administração municipal, ocorreram por transmissão comunitária, ou seja, em pessoas que não tinham histórico de viagens a outros países ou cidades com registros da nova cepa do coronavírus. “Durante essa semana amostras de casos positivos e suspeitos foram enviadas para a busca dessa variante e efetivamente foi comprovada a existência da Ômicron em nossa cidade”, diz nota publicada pela Prefeitura. 

O texto ainda pede que a população da cidade mantenha os cuidados preventivos ao coronavírus e complete o esquema vacinal. “A vacina continua sendo o maior aliado, mas devemos aumentar os cuidados de prevenção à doença: evitem aglomerações, higienize as mãos ou utilizem álcool 70% constantemente, utilizem máscara cirúrgica ou N95, caso esteja contaminado não tenha contato com outras pessoas, separem os materiais individuais dentro de casa”, aconselha a Prefeitura. 

Atualmente, segundo o Painel de Vacinação do Governo de Minas, Extrema tem 100% da população acima de 12 anos já vacinada com as duas doses da vacina contra a Covid-19. 

Estado nega casos

A reportagem do jornal  O Tempo questionou a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) sobre os casos em Extrema. Em nota, a pasta informou que não foi comunicada e não realizou o sequenciamento genético de amostra para a investigação da variante ômicron na cidade. A SES ainda ressaltou que, em Minas, foram oficializados apenas três casos confirmados da nova linhagem, que foram confirmados na sexta-feira (17), todos em Belo Horizonte e em passageiros com históricos de viagens por Moçambique e África do Sul. 

Há dois casos suspeitos para a ômicron que ainda estão sob investigação pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), explicou a SES. “As amostras seguem em análise com previsão de resultado dentro de cinco a sete dias úteis, e os pacientes seguem em isolamento domiciliar”, diz nota do Governo de Minas. 

Fonte: O Tempo