Dizem que quem tem padrinho não morre pagão! Esta semana, aqui em Formiga tal verdade se confirmou.

Acreditem os senhores que a não inauguração da UPA – Unidade de Pronto Atendimento, cuja conclusão de suas obras foi “barrigada” por anos a fio pela atual administração, ultimamente tinha como principal razão, a falta de condições da rede elétrica existente, para atende-la e suportar o alto consumo exigido para o funcionamento de equipamentos do tipo Raio –X e de o outros que ali deverão estar disponibilizados para o atendimento da população.

Porém, agora, como num passe de mágica, atendendo ao pedido do formiguense Fernando Porto, assessor do deputado Gabriel Guimarães, este determinou que um membro do alto escalão da Cemig, seu ex-chefe de gabinete (André Gasbarro), tomasse as providencias necessárias para o atendimento do importante pleito do município de Formiga.

E o resultado aí está. Quatro dias úteis após uma reunião havida na Cemig, quando o assunto foi trazido à baila, eis que uma empreiteira da estatal, em serviço executado em poucas horas, instalou o transformador e reforçou a rede, tudo dentro dos mais altos padrões técnicos e de segurança normalmente exigidos pela Cemig.

Melhor assim.  Agora, não temos mais dúvidas de que o prazo fixado pelo MP para que o prefeito inaugure a UPA, será cumprido!

Some-se a esta conquista, a solução do problema elétrico, outra de igual importância e que para alguns pode até haver provocado a impressão de um certo “choque”, o de gestão, promessa antiga de nosso alcaide. 

Com a exoneração que se afirma ter sido voluntária da secretária adjunta Maiára de Freitas e com o anúncio das repentinas férias de Maria Inês Macedo, mais uma vez o conhecido Gonçalo Faria, que já passou por algumas secretarias nesta administração, volta a acumular cargos e ainda que provisoriamente, ocupa a cadeira principal da importante pasta da Saúde que, convenhamos, neste governo não satisfez, ainda que minimamente, a sua grande clientela.

Gonçalo que já fez chover quando se encontrava no Saae terá, quem sabe, a grande chance de inaugurar e ver seu nome estampado na placa que certamente será fixada na entrada daquele prédio que, mesmo não sendo a sede de um Hospital Regional, abrigará o sucessor do nosso famigerado PAM.

Que isto ocorra dentro do prazo exigido pelo MP pois, não dá mais para assistirmos madrugadas a dentro, nossos enfermos, expostos ao vento, ao frio e à humilhação a que, muitos se obrigam a sofrer horas a fio, enquanto esperam o atendimento naquilo que se insiste chamar de Pronto Atendimento. Tão pronto que muitas vezes, a espera é superior a 4 ou 5 horas de agonia.

Também é sabido que os altos custos para se colocar a nova UPA em operação, não serão de baixa monta e ainda exigirão vontade política e capacidade dos gestores para obter e gerir os recursos necessários.  Mesmo que ela, a UPA, funcione apenas em parte, certamente suas condições para abrigar aos que dependem daquele importante serviço público serão bem superiores àquelas que hoje nos ofertam no PAM.

Resolvido o problema maior, cantado em verso e prosa durante meses, quando se empurrava e a responsabilidade para a Cemig, agora só nos resta acreditar que finalmente nos aproximamos do dia “D”.  Este marcará o fim do martírio a que diariamente são submetidos centenas de usuários do sistema de saúde e quem sabe, demarque a data da virada deste governo na direção do cumprimento das muitas promessas que o prefeito Moacir em programa de rádio e na reinauguração da Praça Rubens Dalariva, fez questão de repetir recentemente. Aguardem: primeiro a Upa e, brevemente; Restaurante Popular; novos Postos de Saúde na Vargem Grande e Geraldo Veloso; cobertura em todas as praças de esporte; novas creches; feira coberta; asfalto para Albertos; asfaltamento em muitas ruas por toda a cidade; remédios na farmácia; melhores salários, etc. etc.

Torcemos, acreditem ou não, para que tudo isto se torne realidade. Só não entendemos como tudo isso se dará, uma vez que, na mesma oportunidade, o prefeito disse que não temos recursos, que a crise não é só nossa; é de todos os municípios e que, respondendo a questionamento do diretor da emissora, ele foi rápido e rasteiro quando afirmou: “não tenho conseguido dormir, mas terei sim que dispensar muitos!

Sinceramente, ficamos sem entender como ele fará para executar tanta obra sem recursos.

Por enquanto prefeito, vamos por partes: cuide da UPA, já será um grande passo, podes crer!

 

 

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