Formiga

Formiga corre o risco de ficar sem o ?Lar Solidário?

Até o momento, as alternativas para a utilização do espaço físico são a implantação dos programas CRAS ou PETI do Governo Federal.

Inaugurado no dia 27 de abril de 2007, com a promessa de levar mais educação, acesso ao esporte e lazer, combatendo todas as formas de desigualdade social, o Lar Solidário pode estar com os dias contados em Formiga.
Com uma excelente estrutura, que conta com salas de informática, quadra poliesportiva e palco, além dos sanitários e refeitório, somando 1467,05 metros quadrados de área construída, o Lar Solidário, localizado no bairro Nossa Senhora de Lourdes já atendeu 458 crianças de 6 a 16 anos de idade. Segundo informações do secretário de Desenvolvimento Humano, Luís Carlos da Silva, atualmente o Lar abriga apenas 90.
A implantação do Lar Solidário na cidade aconteceu por meio da parceria entre a Prefeitura Municipal e a Organização Não Governamental (ONG) Lar de Amparo e Promoção Humana, responsável pelo projeto, que já existe há 25 anos. De autoria do deputado federal João Bittar/PFL, o projeto já foi implantado por todo o Estado de Minas.
O secretário da pasta afirma que, até o momento, nenhuma decisão definitiva foi tomada: ?O que nos foi informado é que a ONG está mudando seu foco de trabalho e deve fechar vários Lares, o que pode vir a acontecer aqui também, se não chegarmos a um acordo?.
O ex-vereador Marcos Ferreira (Marquinho do PT) foi de extrema importância para a instalação do projeto na cidade e lamenta a possibilidade de fechamento do Lar: ?Acho realmente uma pena um projeto tão abrangente terminar, mas não acredito que o prefeito e o novo secretário deixem o local fora de uso. Com toda a certeza, já devem estar projetando algo para que, além do uso, a comunidade do bairro de Lourdes continue tendo toda aquela estrutura como alternativa de profissionalização, lazer e esporte?.
A decisão sobre o assunto será tomada na reunião que acontecerá entre o prefeito, o secretário de Desenvolvimento Humano e os representantes da ONG, porém, ainda não há data prevista para a realização do encontro, mas Luís Carlos assegura que, independentemente da decisão de encerramento das atividades do Lar Solidário, não existe, em nenhuma hipótese, a possibilidade de deixar o local obsoleto.
Alternativas
De acordo com o secretário, até o momento, existem duas alternativas para a utilização do espaço: uma delas é utilizá-lo para a implantação do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS); a outra seria a implantação do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI).
Ambos os programas fazem parte do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), do Governo Federal, e têm como objetivo o desenvolvimento social de comunidades mais carentes.
*CRAS
O CRAS é uma unidade pública da política de assistência social e normalmente é implantado em áreas com maiores índices de vulnerabilidade e risco social, destinado à prestação de serviços e programas socioassistenciais de proteção social básica às famílias e indivíduos.
O objetivo geral do programa, que conta com um psicólogo, dois assistentes sociais e um atendente, é fazer um levantamento periódico da realidade social de cada individual da comunidade onde está inserido, sanando os problemas detectados, sejam eles de saúde, psicológicos, sociais ou de qualquer outra ordem.
*PETI
O PETI foi criado para que crianças com até 16 anos de idade possam desenvolver atividades sócioeducativas fora do horário escolar, que possam afastá-las do trabalho infantil, proibido no país.
Algumas escolas do município já implantaram o programa, que faz com que as crianças desenvolvam práticas esportivas, profissionalizantes e de reforço fora da sala de aula.
?Não há motivos para preocupação por parte dos moradores, a Prefeitura e a secretaria estudarão a melhor maneira de utilização do espaço e, além das duas alternativas já citadas, existem várias outras e, com certeza, escolheremos a melhor?, encerrou Silva.