Um
funcionário público do condado de Maricopa, no Arizona/EUA foi preso na noite
de terça-feira (8) acusado de liderar um esquema
de tráfico humano e adoção irregular.
De acordo com promotores, Paul Petersen ludibriava mulheres grávidas das Ilhas Marshall – um arquipélago no Pacífico – para que os filhos nascessem nos EUA. Ao chegar no país, elas davam à luz os bebês sem os devidos cuidados para, em seguida, vender as crianças.
Além
de atuar como avaliador das propriedades do condado de Maricopa, Petersen
trabalhou como advogado justamente na área de adoção. Durante 15 anos, ele
prestava assistência a famílias que tentavam adotar ou já haviam adotado alguma
criança.
O esquema envolveria 75 adoções em três anos. De acordo com as investigações, o acusado pagava US$ 10 mil (cerca de R$ 41 mil, com a cotação atual) a cada grávida das Ilhas Marshall. Além disso, Petersen arcava com a viagem e a hospedagem até o parto.
Promotores
disseram que as grávidas ficavam em casas lotadas sem fazer exames ou outros
cuidados pré-natais. Em uma das casas, algumas vítimas dormiam em colchões
colocados no chão sem nenhum forro.
Por
enquanto, os investigadores ainda tratam as famílias adotivas como vítimas do
esquema ilegal. Elas pagavam até US$ 40 mil (cerca de R$ 164 mil) por adoção.
Fluente no idioma das Ilhas Marshall
Segundo a agência Associated Press,
Petersen conhece a realidade do pequeno país no Pacífico porque viveu lá
durante dois anos em uma missão da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos
Últimos Dias. Pelo tempo que ficou, ele se tornou fluente no idioma local.
Petersen foi indiciado em três estados pelos seguintes crimes:
- Tráfico humano
- Venda de criança
- Fraude
- Falsificação
- Lavagem de dinheiro
O advogado do acusado, Matthew Long, afirmou na terça-feira (8) discordar das acusações. Segundo ele, Peterson fazia “atividades normais de negócios”.
Do
outro lado, o procurador-geral de Utah, Sean D. Reyes, criticou a conduta do
réu.
“Transformar crianças em commodities é simplesmente horrível.”
Fonte: G1 ||







