A luta pela preservação das águas de Furnas é hoje uma sinuca. Ninguém sabe para onde atirar. Se o esvaziamento do lago está na necessidade imperativa de se gerar energia, ok. Se a atividade do turismo, da psicultura e qualquer outra local, que aí se acrescente, como condição para que se mantenha minimamente acesas tais demandas, também ok.
Mas o problema não se encerra aí; Furnas também é responsável pela redução das operações de transporte de carga na hidrovia Tietê-Paraná, cuja paralisação vai custar R$ 3 bilhões em perdas nos custos da produção agrícola destinada à exportação através do Porto de Santos. A alternativa do transporte rodoviário, além de ser muito mais operoso, é 50% mais caro. Faltou planejamento.
Por: Luiz Tito








