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Geoengenharia para resfriar o planeta

Foto: UN

A insanidade humana impede nossa civilização de enxergar o óbvio: estamos destruindo o planeta! O cientista Clair Patterson já derrotou o poderoso cartel do petróleo, salvando a humanidade da contaminação do chumbo. Hoje, o cartel convence cidadãos de que não existem mudanças climáticas, semeando em muitos cidadãos, através de políticos que seguem a cartilha nazista, um falso patriotismo e nacionalismo, o ódio aos cientistas do clima, a ignorância e a devoção ao petróleo… A arrogância será o início de sua destruição! (Provérbios 16,18, tradução livre do grego koiné).

Enquanto isso, cientistas do mundo todo procuram alternativas para resfriar o planeta, como imitar o efeito de grandes erupções vulcânicas, que resfriam a Terra, provocando invernos calamitosos eventualmente. É o que nos revela um levantamento da revista MIT Technology Review.

A Universidade de Chicago criou a Iniciativa de Engenharia de Sistemas Climáticos (CSEi), em 2024, sob a liderança do proeminente cientista de geoengenharia David Keith. Jim Franke, cientista da Universidade de Chicago, apresenta um esboço de um avião não tripulado que voaria a 20 km de altitude, mais alto do que os jatos comerciais voam. Isso é tão alto que é possível ver a curvatura da Terra. Aí, na estratosfera, o ar é muito mais rarefeito, 5% da densidade próximo do solo. O avião liberaria materiais que possam refletir a luz solar de volta ao espaço, reduzindo a temperatura do planeta. Essa é uma das técnicas de geoengenharia solar.

Eventualmente, erupções maciças de dióxido de enxofre e outros compostos na estratosfera convertem-se em partículas que espalham a luz solar. Centenas de estudos nas últimas décadas sugeriram que uma tentativa humana de imitar esse mecanismo funcionaria rápida e eficientemente nos limites dos modelos climáticos.

Existem algumas dificuldades enormes, a começar pelas próprias simulações computacionais, que são aproximações de como o mundo real funciona. Ainda não temos aeronaves capazes de transportar as cargas necessárias às altitudes necessárias e não se sabe como liberar material para que a maior parte se transforme em aerossóis refletores minúsculos, em vez de se aglomerar e cair do céu. E qual substância usar que traga segurança, baixo custo e eficácia?

Uma nova organização sem fins lucrativos de São Francisco, Reflective, trabalhou em um cenário para 2035: pulverizar dióxido de enxofre ou sulfeto de hidrogênio, gases que deveriam se converter em aerossóis refletores na estratosfera, perto dos Polos Norte e Sul, esperando reduzir as temperaturas em 0,1 °C, reduzindo uma fração dos aproximadamente 1,4 °C de aquecimento mundial que ocorreu desde o início da era industrial. Em tese, é possível reduzir as temperaturas em 2 °C nas partes mais ao norte e ao sul do planeta até 2040, a um custo de US$ 35 bilhões.

Existem ainda outros estudos regionais que podem ter consequências globais. Está na hora de o Governo Federal, o Congresso e as Forças Armadas colocarem nas agendas e começarem a estudar seriamente o problema.

 

Mario Eugenio Saturno