Os golpes eletrônicos parecem ganhar a cada dia uma nova modalidade. Os criminosos apostam em estratégias para minimizar a chance das vítimas perceberem que estão sendo usadas para fazer parte da cadeia de fraude. O formato da vez é o conhecido como “golpe da mão invisível” ou “golpe do acesso remoto”. Nessa categoria, a vítima vê o seu dinheiro sendo roubado pelo celular. As constantes ocorrências fizeram a Polícia Federal acender um alerta para esse crime. A estimativa é que ele já tenha feito mais de 40 mil vítimas no Brasil.

Na operação desse golpe, inicialmente o criminoso se passa por um funcionário do banco e avisa ao cliente (vítima) que há problemas com a sua conta bancária. Segundo Diogo Sersante, executivo de Soluções de Prevenção à Fraude da Incognia, os golpistas usam várias estratégias para convencer a vítima. “Eles dizem que foi identificado uma fraude naquela conta ou movimentos suspeitos. Então, acrescentam que a conta está bloqueada devido a tentativa de fraude e, com isso, convencem aquele usuário de que ele é mesmo funcionário do banco,” revela.

Na próxima etapa, o fraudador pede ao usuário que instale algum tipo de aplicativo específico ou acesse um determinado link, que contém um malware que consegue dar ao criminoso acesso remoto ao celular da pessoa. “Com isso, a vítima acaba ficando totalmente vulnerável porque, com o acesso, o golpista consegue aplicar, concluir transações e começar a roubar dinheiro da conta. O usuário deixa de ter controle sobre o seu aparelho e não consegue mais operar nada, porque ele está totalmente em posse do criminoso,” destaca Diogo.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) também chama atenção para esse tipo de golpe. A entidade ressalta que os aplicativos dos bancos contam com o máximo de segurança em todas as suas etapas, desde o seu desenvolvimento até a sua utilização, e lembra que para que os apps bancários sejam utilizados, há a obrigatoriedade do uso da senha pessoal do cliente. “No caso do Golpe do Acesso Remoto, os criminosos realizam pesquisas no aparelho buscando por senhas eventualmente armazenadas pelos próprios usuários em aplicativos e sites”, explica a federação.

Como se prevenir

Para evitar fazer parte das estatísticas de fraudes, Sersante reforça que as instituições financeiras não oferecem esse tipo de suporte direto. “Em geral, ações suspeitas que são identificadas pelos bancos ou necessidades de atualizações de aplicativos ocorrem de forma automática, sem nenhum pedido de uma pessoa do suporte ou funcionário do banco para que isso aconteça. Além disso, os números das centrais de relacionamento constam nos sites, aplicativos e nos versos dos cartões de crédito dos usuários. Então, nunca aceite um contato telefônico de número diferente,” enfatiza.

 

 

Fonte: O Tempo

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