O Palácio do Planalto avalia uma sugestão da Petrobras de elaborar um plano de racionamento emergencial de diesel no país. A possibilidade foi considerada depois do alerta da petrolífera ao governo federal sobre o risco de desabastecimento do combustível. A informação é do portal Metrópoles.

A área técnica do governo deve se debruçar sobre o assunto na próxima semana. Entre as opções para tentar minimizar o problema, está a de que sejam definidos serviços essenciais em um eventual racionamento, com prioridade de abastecimento de diesel para alguns serviços como ambulâncias e transporte de grãos e alimentos.

Além da notificação oficial sobre o risco de desabastecimento de diesel enviada para o governo, o presidente Jair Bolsonaro e (PL) seus ministros já haviam recebido o alerta, mas de maneira informal. A informação foi divulgada na sexta-feira (27) pela Folha de S. Paulo.

Conselheiros da Petrobras se dizem perplexos com o fato de o governo Bolsonaro até agora não ter apresentado ao país um plano de emergência para enfrentar uma provável escassez do diesel.

O comunicado enviado ao governo cita, ainda, o aumento sazonal da demanda mundial do combustível no segundo semestre para pressionar ainda mais o mercado global de óleo diesel nos próximos meses.

Outros motivos listados são a menor disponibilidade de exportações russas pelo prolongamento de sanções econômicas ao país e eventuais indisponibilidades de refinarias nos Estados Unidos e no Caribe, com a temporada de furacões de junho a novembro.

A escassez do combustível é uma das justificativas da Petrobras para defender a sua venda a preço de mercado. Qualquer alteração na regra, diz, poderá afetar a importação do produto e agravar a situação, que já é delicada.

As bombas ficariam secas justamente no terceiro trimestre, quando a demanda por diesel aumenta sazonalmente no Brasil e nos Estados Unidos. A época é a de maior exportação de grãos pelo país. Uma crise poderia afetar o Produto Interno Brasileiro (PIB) brasileiro.

Fonte: O Tempo

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