A falta de medicamentos em hospitais da rede pública de Minas Gerais vai além dos informados pelo secretário de Estado de Saúde, Flávio Baccheretti, na manhã desta sexta-feira (15). Sem insumos básicos, como dipirona venosa, soro e contraste, o governo também não tem previsão para repor o estoque de 33 remédios.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), entre os medicamentos que não possuem prazo para serem repostos no sistema estão os usados no tratamento da doença de Parkinson (Entacapona 200 mg), epilepsia (Levetiracetam 250 mg), esclerose múltipla (Fumarato de Dimetila 120 mg e 240 ng) e esquizofrenia (Clozapina 25 mg).

A informação dada pela SES-MG é que 12 fármacos devem chegar ainda este mês e outros no início de agosto. Onze remédios não foram entregues pelos fornecedores, sem qualquer justificativa. Existem 10 produtos aguardando emissão da autorização de fornecimento, que ainda não foi emitida ou foi liberada recentemente, de acordo com a Secretaria.

Além disso, 10 medicamentos não possuem Ata de Registro de Preço (ARP). O que significa que não houve interessados em fornecer para o Estado.

A falta de alguns insumos pode ser explicada pelo cenário causado pela pandemia da Covid-19. Segundo a SES-MG, os efeitos do desabastecimento acontecem em todo o país, e têm sido discutidos com o Ministério da Saúde, com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

Sobre os itens em falta relativos à farmácia básica, o Estado afirmou que cabe às gestões municipais a aquisição e entrega desses medicamentos às suas populações. Já sobre medicamentos utilizados nos hospitais, a SES-MG esclareceu que cada instituição é responsável por definir a própria relação de itens, bem como providenciar as aquisições. “Dessa forma, eventuais desabastecimentos devem ser verificados diretamente nos hospitais de interesse”.

Belo Horizonte

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o abastecimento de medicamentos nos centros de saúde está em 92,5% e que nas Unidades de Referência Secundária, Urgência e Saúde Mental, todos os índices de abastecimento estão acima de 90%.

Ainda conforme a Secretaria, os estoques de soro fisiológico, atropina e dipirona injetável estão abastecidos nas unidades de saúde. Já em relação aos contrastes, dois hospitais públicos (Odilon Behrens e Dr. Célio de Castro) estão em níveis críticos, devido à escassez nacional desse tipo de produto.

Em junho deste ano, a Santa Casa da capital informou que a execução de exames como tomografias, cateterismos e angioplastias estaria sendo dificultada desde maio pela falta de contraste. Outros produtos, como antibióticos, soros, quimioterápicos, analgésicos e a vacina BCG também estão escassos.

Fonte: Hoje em Dia
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