O governo federal articula a adoção de novas medidas para conter a possibilidade de uma greve nacional dos caminhoneiros, que alertaram sobre uma paralisação nos próximos dias. A mobilização é motivada pela alta do diesel e pela avaliação da categoria de que as ações anunciadas até agora tiveram pouco efeito.
Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, o governo pretende reforçar a fiscalização do piso mínimo do frete e intensificar a punição a empresas que descumprirem as regras. O anúncio das medidas está previsto para esta quarta-feira (18), às 10h, no Ministério dos Transportes, com a presença do ministro Renan Filho e do diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Sampaio. Além disso, o tema será discutido no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que avalia a possibilidade de reduzir temporariamente o ICMS sobre o diesel.
A proposta do governo inclui ainda o estudo de compensações aos estados, que demonstram resistência à redução do imposto. O Palácio do Planalto ressalta que já adotou medidas como a isenção de PIS/Cofins e acionou a Polícia Federal para investigar possíveis irregularidades no setor. Na semana passada, também foram anunciados subsídios ao diesel e o aumento da fiscalização, em resposta à alta do combustível, influenciada pela guerra no Oriente Médio.
Apesar dessas iniciativas, os caminhoneiros consideram que o impacto foi limitado, especialmente após um novo reajuste promovido pela Petrobras. A categoria afirma que parte do desconto não chegou ao consumidor final e critica o aumento contínuo dos custos operacionais. Entre as principais reivindicações estão a redução do ICMS, a revisão de tarifas de pedágio e o cumprimento efetivo do piso mínimo do frete.
A mobilização ganhou força após uma assembleia realizada na segunda-feira (16), no Porto de Santos, em São Paulo. Embora ainda não haja uma data definida para o início da paralisação, alguns representantes defendem que o movimento comece ainda nesta semana. Um comunicado oficial foi encaminhado ao Palácio do Planalto na terça-feira (17).
A organização do movimento envolve tanto caminhoneiros autônomos quanto motoristas vinculados a empresas de transporte. Mesmo diante da pressão crescente, lideranças da categoria afirmam que seguem tentando negociar com o governo para evitar a greve.
O cenário evidencia o aumento da tensão entre o governo e os caminhoneiros, em meio à alta dos combustíveis e à cobrança por medidas mais eficazes e duradouras para o setor. A resposta do governo nas próximas horas pode ser decisiva para evitar uma paralisação de grande impacto nacional.
Com informações da Itatiaia








