O acusado de matar, estuprar e roubar a adolescente Maria Eduarda foi condenado a 39 anos e 2 meses de prisão.
De acordo com informações do portal Tribuna Centro-Oeste, o réu Gustavo Miranda de Oliveira foi a júri popular, nesta segunda-feira (13), por se tratar de crime contra a vida, sendo considerado culpado.
Quando a sentença foi proferida, familiares da garota e até mesmo pessoas do público que acompanhavam presencialmente o julgamento se emocionaram.
“Nada vai trazer ela de volta, mas a Justiça foi feita“, disse a mãe da garota, Deisiane Aparecida Silva.
O júri popular, composto por sete integrantes, sendo quatro homens e três mulheres, começou às 8h30 e terminou às 15h45.
A juíza responsável pela sentença foi Fabiola Pinheiro da Costa de Melo Goulart. O promotor de Justiça da 2º promotoria de Formiga, Ângelo Ansanelli Júnior, também fez parte do julgamento.
A jovem foi estuprada e morta após sair de casa para um compromisso, em junho do ano passado. O homem também roubou o celular da garota, vendendo-o, posteriormente, pela quantia de R$ 50.
Gustavo já estava preso e a condenação foi atribuída por três crimes, segundo a promotoria: homicídio triplamente qualificado, roubo e estupro.
De acordo com o promotor, foram sorteados os sete jurados, depois foram ouvidas algumas testemunhas e em seguida ocorreu o interrogatório do acusado. Como protocolo, a defesa teve uma hora e meia para explanação e o mesmo prazo foi dado para a acusação. A partir disso, os quesitos foram submetidos aos jurados, que definiram pela condenação.
O inquérito que investigou a morte da adolescente Maria Eduarda Silva foi relatado e enviado à Justiça pela Polícia Civil junho de 2020, cerca de 20 dias após o registro da morte da garota. Ela desapareceu no dia 2 de junho e foi encontrada morta cinco dias depois em um matagal. O autor, de 26 anos, foi preso e confessou ter asfixiado e matado a garota depois de ter abusado sexualmente dela.
Segundo delegado regional Tiago Veiga na ocasião, o suspeito foi indiciado pelo crime de latrocínio, roubo seguido de morte, e por estupro.
Ainda segundo o delegado, o laudo da perícia confirmou que ela foi morta por asfixia. O autor disse, no dia da prisão, que deu uma gravata na vítima até desacordá-la e depois amarrou a blusa da própria vítima e a matou estrangulada.
Na época, o delegado regional informou ainda que o laudo pericial com exame de DNA com o material genético do autor para fazer comparação genética com os ferimentos da vítima não tinha ficado pronto.
Fonte: Tribuna Centro-Oeste e G1








