Obrigado ao Alisson Sol, mineiro que reside nos Estados Unidos, escreveu falando sobre a postura da imprensa norte-americana no trato com a seleção deles. Bem semelhante ao que ocorre no Brasil:

* “Falando um pouco da cobertura da Copa, o ufanismo dos “analistas” que pouco analisam é incrível. Na TV Americana, a seleção era apresentada como a geração de ouro antes do jogo com a Holanda. Parecia que os EUA iam entrar em campo para receber medalhas. Só esqueceram de combinar com o adversário, cheio de grandes jogadores e tendo, na minha opinião, um dos melhores técnicos da História do Futebol. Deu no que deu. Pior destes “analistas” é a cara-de-pau. Antes do jogo, esta era a melhor chance história dos EUA, pois tinha uma geração de ouro, e o time mais jovem (na média) entre os restantes da Copa. Assim que a Holanda fez o primeiro gol, começaram a falar que o time teve maior desgaste do que o adversário da primeira fase, e estava mais cansado. A Holanda faz o segundo gol antes do intervalo, e dizem que o time relaxou pensando em ir para o intervalo “perdendo de pouco”, e teve um momento de desatenção. Os EUA fazem o seu gol, e dizem que “agora veremos o poder de reação do jovem time dos EUA”. Isto dura apenas alguns minutos, pois logo a Holanda faz o terceiro gol, e já começam a falar da semente plantada nesta copa para que o time chegue bem ao próximo evento, que será em casa, na “Copa da América do Norte”. Era de deixar o Galvão Bueno parecendo moderado…

Creio que a imprensa brasileira está cometendo o mesmo erro ao avaliar o time da Coréia do Sul. É realmente um time mediano, mas bem treinado e aplicado. E conta com o Son, que é realmente excepcional, e vão estar jogando a partida da vida. Se o Brasil entra com este negócio de achar que o gol vai sair a qualquer momento, e aquela preguiça do time, que parece só acordar no segundo tempo, pode ter uma surpresa desagradável”.

* Por Alisson Sol

Foto: reprodução blog do Chico Maia

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