O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (19) que pretende “dar uma surra” na extrema direita nas eleições de 2026. A declaração foi feita durante discurso no tradicional Natal dos catadores de recicláveis, realizado no Pavilhão do Anhembi, na zona norte de São Paulo, evento que integra a agenda de final de ano do presidente desde seu primeiro mandato.
Em tom eleitoral, Lula disse que encerra o atual governo em um “momento muito bom” e comentou sobre as articulações antecipadas para o próximo pleito. Segundo ele, apesar de ainda estar focado na gestão, está preparado para enfrentar adversários ligados à extrema direita. O presidente também voltou a criticar a condução da pandemia de Covid-19 durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atribuindo à postura negacionista e à falta de respeito a maior parte das cerca de 700 mil mortes registradas no país. Lula mencionou a descrença em vacinas, a não aquisição de imunizantes e a falta de oxigênio como fatores que contribuíram para o elevado número de óbitos.
O presidente afirmou que o país não pode permitir o retorno ao poder de uma extrema direita que classificou como fascista e negacionista, acusando esse grupo de governar por meio de mentiras disseminadas na internet. No evento, Lula esteve acompanhado de diversas autoridades, entre elas o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT).
Antes da cerimônia oficial, Lula chegou ao local por volta das 10h, visitou estandes da feira e se reuniu com representantes dos catadores de materiais recicláveis e de pessoas em situação de rua. Durante o discurso, também fez críticas à tentativa de golpe que resultou na condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente destacou que, pela primeira vez na história do país, um ex-presidente e quatro generais de quatro estrelas foram presos por tentativa de golpe.
Lula ainda reafirmou que irá vetar o Projeto de Lei da Dosimetria, que prevê a redução de penas para envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 e na trama golpista. Segundo ele, apesar de respeitar parlamentares que votaram a favor da proposta, é necessário preservar a democracia e ensinar que, no regime democrático, vence quem obtém mais votos. O presidente ressaltou que perdeu três eleições ao longo de sua trajetória política, mas sempre respeitou o resultado das urnas, sem recorrer a tentativas de ruptura institucional.
Com informações do Metrópoles







