A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso de um homem que teve a vesícula retirada por engano em uma cirurgia que seria para retirada de hérnia em Pará de Minas.

A informação foi confirmada ao portal G1 nesta terça-feira (22) pela Polícia Civil. Por meio de nota, o Hospital Nossa Senhora da Conceição reconheceu o erro e disse que o médico foi afastado.

Em nota, a Polícia Civil informou que a cirurgia ocorreu no dia 8 de fevereiro. O paciente, de 57 anos, e outras pessoas envolvidas no caso foram ouvidas. Ainda segundo a nota, exames periciais foram feitos e o caso segue em apuração.

Cirurgia por engano

De acordo com o registro da Polícia Militar, o paciente, que é de morador de Conceição do Pará, relatou que estava aguardando há alguns anos uma cirurgia de hérnia inguinal e que o procedimento seria realizado no Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Para de Minas, no dia 8 de fevereiro.

Ainda segundo o registro, o homem disse que sentiu dores poucos dias depois de ter realizado o procedimento, retornou por duas vezes ao hospital e, segundo ele, os médicos que o atenderam disseram que ele havia sido submetido a uma cirurgia calculose da vesícula biliar sem colicistite [retirada da vesícula] e não da hérnia.

O que diz o hospital

A direção se manifestou em nota que foi enviada para a produção da TV Integração. 

“A diretoria administrativa e técnica do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) vem por meio desta lamentar o ocorrido e, ao mesmo tempo, se solidarizar com a família. A instituição informa que as medidas administrativas internas já foram tomadas, assim como realizado o acolhimento do paciente e sua família.

O hospital ofereceu todo o tratamento cirúrgico inicialmente proposto, de herniorrafia inguinal e a completa assistência para sua reabilitação. O caso foi encaminhado como prioridade para comissão de ética do HNSC. Além disso, o hospital determinou o afastamento imediato do profissional envolvido desde então ele não mais exerce suas atividades dentro da instituição.

A apuração dos fatos segue em sigilo médico aguardando parecer final do Conselho Regional de Medicina. Todas as informações complementares serão devidamente prestadas após o término dos trâmites legais”.

Fonte: G1

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