Um homem de 45 anos foi preso em Belo Oriente, no Vale do Aço, após matar e esquartejar um “colega”, além de contar para a família sobre o crime nesse sábado (14). Foi o irmão do autor que procurou um batalhão da polícia para contar sobre o crime.

Segundo a testemunha, o irmão sofre de problemas psicológicos e falou para alguns familiares que teria matado um homem em sua residência e que o corpo ainda estaria no mesmo local. Quando a Polícia Militar foi até o endereço, na rua Nossa Senhora Aparecida, o suspeito negou o crime e afirmou que “estava tudo bem”.

Durante as conversas, entretanto, dois policiais sentiram um odor muito forte vindo do interior da residência. Ao realizar as buscas, um soldado viu algumas manchas de sangue perto de umas sacolas e tecidos manchados de sangue que estavam na cozinha, último cômodo da residência, onde inclusive, o odor era mais forte. Ao verificar uma das sacolas, foi visualizado o pé de uma pessoa e nas demais sacolas notou-se que estavam cheias de “carne”.

Perguntado sobre o conteúdo das sacolas, o morador afirmou “que era um homem que ele havia matado e cortado durante a madrugada”. O suspeito afirmou que foi estuprado pela vítima no passado e que o colega esteve na casa dele durante a madrugada de sábado oferecendo bebidas alcoólicas e drogas, mas ele se negou a fazer uso destas substâncias. Quando a vítima estava dormindo no sofá da sala, o homem deu um golpe de foice no pescoço dela, que veio a óbito instantaneamente.

O autor afirmou, ainda, que “arrastou a vítima até á cozinha, onde realizou o esquartejamento, tendo utilizado serras e facões para decapitar o colega e posteriormente cortar os braços e pernas e colocado em sacolas”. O homem disse aos militares que “pretendia aguardar o anoitecer para colocar o corpo em um carinho de mão e desovar no final da sua rua onde tem um matagal e que passa um ribeirão”.

A perícia compareceu ao local e encontrou a cabeça da vítima em uma sacola, as pernas e braços em outra sacola e o tronco enrolado em um lençol. Ferramentas encontradas no local que teriam sido usadas pelo autor para esquartejar o corpo foram recolhidas.

No local, não foi encontrado nenhum documento que pudesse identificar a vítima e o autor também não disse quem seria. Moradores da região, entretanto, já estavam especulando quem seria a vítima, que seria um homem de 42 anos. O padrasto dele foi até ao local e reconheceu o corpo, que foi levado para o IML de Ipatinga.

Fonte: O Tempo

 

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