O governo de Minas Gerais formalizou nesta sexta-feira (17) a liberação de R$ 206,4 milhões para redução da demanda por cirurgias eletivas nos hospitais do estado. 

O anúncio foi feito na Santa Casa de Misericórdia, no Bairro Santa Efigênia, Região Centro-Sul da capital mineira, em cerimônia conduzida pelo governador Romeu Zema (Novo) e pelo secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti. 

As intervenções cirúrgicas planejadas, ou seja, aquelas que podem ser postergadas sem grandes prejuízos aos pacientes, ficaram suspensas por cerca de 15 meses ao longo da pendemia de coronavírus, em decorrência da pressão causada pela COVID-19 ao sistema de saúde. As operações estão liberadas nos municípios desde 22 de julho. 

A demanda represada no estado chegou a 435 mil procedimentos no início de agosto. De acordo com a SES-MG, a fila, atualmente, é de 370 mil intervenções. 

“Estamos dando mais um passo. Tenho certeza de que muita gente que poderia estar trabalhando, produzindo, está parada, aguardando uma cirurgia eletiva. Ou então porque está cuidando de alguém que aguarda uma cirurgia. Nós estamos falando de um assunto que contribui para o desenvolvimento”, destacou Zema. 

Baccheretti explicou que a ideia é priorizar cerca de 880 tipos operações, tais como as cardiovasculares, ginecológicas e ortopédicas, que serão remuneradas com até 1000% de acréscimo sobre a tabela do SUS. 

“É uma demonstração de respeito para com os hospitais, que vêm sofrendo muito com a tabela defesada do SUS. Outra novidade é que os hospitais privados serão conveniados para a realização dos processo caso as instituições da rede pública não consigam zerar a fila”, afirmou o chefe da pasta da Saúde. 

Tomógrafos

O governo de Minas anunciou ainda a liberação de R$ 160 milhões para a compra de 100 tomógrafos novos e a modernização de aparelhos já adquiridos por unidades de saúde em todo o estado. Um dos hospitais beneficiados é a Santa Casa de Belo Horizonte.

Fonte: Estado de Minas

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