A maior parte dos brasileiros que desejam adotar uma criança ou adolescente tem entre 41 e 50 anos de idade. Esse grupo possui 10.662 cadastrados, o que representa 39,2% do total.
Na sequência, está a faixa etária entre 31 e 40 anos (8.529 pretendentes e 31,3%) e depois aqueles com mais de 61 anos (3.641 e 13,4%). Os números constam no Cadastro Nacional de Adoção, instituído pelo Conselho Nacional de Justiça.
Os dados também mostram que a maioria dos pretendentes é casada (21.685 e 79,8%) e ganham entre três e cinco salários mínimos (6.497 e 23,9%). Minas é o quarto estado com mais pessoas interessadas: depois de São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná.
O número de candidatos no país (27.183) é quase cinco vezes maior que o de menores aptos a serem adotados (4.932).
Apesar disso, existem 37 mil menores vivendo em abrigos no Brasil. Geralmente as famílias impõem condições para adotar: meninas brancas de até 3 anos de idade, sem irmãos, sem deficiências ou o vírus HIV. Com isso, boa parte dessas crianças chega aos 18 anos morando em abrigos públicos. De acordo com a Fundação Criança, a maioria dos menores sob custódia do Estado e na fila de adoção é composta por meninos, negros e pardos.
Especialistas lembram, contudo, que esse processo não pode ser menos rigoroso, já que existem diversos casos de adoção para abastecer o tráfico de órgãos.

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