O ministro de Energia e Minas de Cuba, Vicente de la O, afirmou nesta quarta-feira (13) que o país enfrenta uma grave crise de abastecimento de combustível e diesel. Segundo ele, a situação compromete diretamente o funcionamento da rede elétrica nacional, que já opera em estado considerado “crítico”.
“Não temos absolutamente nenhum combustível (petróleo) e absolutamente nenhum diesel”, declarou o ministro à mídia estatal cubana.
De acordo com Vicente de la O, os apagões aumentaram drasticamente nos últimos dias devido à escassez de recursos energéticos. Atualmente, a rede elétrica cubana tem funcionado com petróleo bruto, gás natural e energia renovável produzidos internamente.
O governo cubano atribui a falta de combustível aos embargos impostos pelos Estados Unidos, que teriam intensificado a pressão econômica sobre a ilha desde o início do ano.
Também nesta quarta-feira, o governo do presidente Donald Trump afirmou estar disposto a oferecer ajuda financeira de US$ 100 milhões a Cuba, desde que o governo cubano aceite a proposta.
Em comunicado, o Departamento de Estado dos Estados Unidos declarou:
“Cabe ao regime cubano decidir se aceita nossa oferta de assistência ou se nega uma ajuda essencial para salvar vidas, sendo, em última instância, responsabilizado perante o povo cubano por impedir essa assistência crucial.”
No dia anterior, Donald Trump já havia mencionado publicamente a situação de Cuba em publicação feita na rede social Truth Social. O presidente afirmou que o país estaria buscando ajuda e disse que pretende conversar com o governo cubano.
“Nenhum [político] republicano jamais falou comigo sobre Cuba, que é um país fracassado e só está indo em uma direção — para baixo! Cuba está pedindo ajuda, e nós vamos conversar!!! Enquanto isso, estou indo para a China!”, escreveu Trump.
Com a ausência de combustível e diesel, a infraestrutura energética cubana enfrenta dificuldades crescentes para manter o fornecimento de eletricidade. O aumento dos apagões evidencia o agravamento da crise energética no país, enquanto o governo busca alternativas para garantir o funcionamento da rede elétrica.
Com informações do Metrópoles







