Um dos pontos mais impactados pela forte chuva que atingiu a região metropolitana de Belo Horizonte na noite dessa quarta-feira (7), a avenida Bernardo de Vasconcelos, na região Nordeste da capital mineira, amanheceu nesta quinta-feira (8) com os moradores do entorno contabilizando os prejuízos provocados pela enchente. Lixo, entulho, árvores arrancadas e até uma banca de jornais completamente destruída podem ser vistos por quem circula pela região.

“Estava voltando pra casa quando a chuva começou. A avenida sumiu, a água invadiu tudo. Tudo mundo ficou apavorado, vendo das janelas a água arrastar carros. Teve um carro com um casal dentro que ficou preso em um poste, por sorte, ninguém se feriu”, relatou José Henrique Silvestre, de 61 anos, morador da avenida.

Mostrando os diversos vídeos que ele fez da noite anterior registrando a água tomar comércios e prédios vizinhos, o aposentado afirma não ser a primeira vez que uma tempestade devasta a região.

“Por aqui ainda estamos bem, mais para frente, na avenida Cristiano Machado a situação é pior. Fico pensando nas pessoas mais humildes, nos locais de maior risco. Isso aqui é uma situação calamitante. As autoridades precisam fazer alguma coisa”, reclama.

Além do lixo e do entulho deixados pela chuva, uma banca recém instalada foi arrastada por cerca de 100 metros. “Ela foi colocada ontem (quarta), se não me engano. Estava nova, e agora já era”, lamenta Silvestre.

Vídeos registrados na noite de quarta mostram carros sendo arrastados pela avenida, enquanto os moradores acompanhavam atônitos pelas janelas de suas casas.

Cristiano Machado também tem rastro de destruição

Em outro ponto da região Nordeste, na avenida Cristiano Machado, a situação está complicada. Placas de asfalto arrancadas com a força da água ocupam parte da via.

Um carro de passeio, arrastado pela enchente, aguardava para ser removido do passeio onde foi parar. Com marcas de lama nas laterais, água por dentro dos vidros e muito entulho preso às ferragens, o veículo retrata a ação do temporal.

“Estava com mais três pessoas dentro do carro, vindo de Nova Lima, e a água subiu demais. Meu carro desligou, percebi que não dava para continuar. Descemos e torci pra que não acontecesse nada de mais grave”, conta o dono do veículo Ivan Rodrigues da Silva, de 41 anos.

O empreiteiro contou que esperou a chuva passar e a água escoar para que pudesse empurrar o carro até um canteiro da avenida para que, nesta quinta, o reboque pudesse removê-lo.

“Não tenho seguro. Acho que meu prejuízo não vai ser tão grande. Agora é levar o mais rápido para oficina e pagar o conserto. Estou bem e grato, nada de grave me aconteceu na comparação com outras pessoas”, afirma.

O proprietário de outro veículo não teve a mesma sorte que Silva. Com a força da água, o carro acabou indo parar dentro do córrego do Onça e amanheceu de cabeça para baixo.

Fonte: O Tempo

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