O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou nesta semana que uma das principais preocupações do Ministério Público Federal é a possível influência de facções criminosas nas eleições de 2026.
Durante encontro com procuradores regionais eleitorais, responsáveis por fiscalizar o cumprimento das regras em todo o país, Gonet defendeu uma atuação firme e neutra para garantir a lisura do processo eleitoral.
Segundo o procurador-geral, é essencial evitar que pressões econômicas, psicológicas ou políticas interfiram na decisão dos eleitores. Ele ressaltou a importância de assegurar que a população possa formar sua opinião de maneira livre.
Nas últimas eleições municipais, o Ministério Público Eleitoral conseguiu barrar, na Justiça, o registro de candidatos a vereador que tinham ligação com grupos criminosos, demonstrando a atuação do órgão no combate a irregularidades.
Para o pleito de 2026, a Procuradoria-Geral Eleitoral instituiu um grupo de trabalho com o objetivo de apoiar e garantir segurança a promotores e procuradores envolvidos na fiscalização eleitoral.
A iniciativa busca fortalecer o enfrentamento a possíveis tentativas de infiltração do crime organizado no processo democrático.
Além do combate à influência criminosa, o procurador-geral destacou outras frentes de atuação consideradas prioritárias. Entre elas estão o enfrentamento à violência política contra a mulher e à disseminação de desinformação.
O encontro, realizado em Brasília, reuniu cerca de 30 membros do Ministério Público Eleitoral, que discutiram temas como registro de candidaturas, fraude à cota de gênero, abuso de poder e prestação de contas.
A atuação do Ministério Público Eleitoral nas eleições de 2026 deverá ser marcada pelo reforço na fiscalização e pelo enfrentamento a ameaças ao processo democrático. Com medidas preventivas e coordenação nacional, o órgão busca garantir eleições livres, seguras e transparentes.
Com informações do Metrópoles







