A maior ?doadora oficial? na campanha que resultou na eleição do prefeito Moacir Ribeiro, a empresa Soenge Construtora Ltda ? ME, deixou para este governo, uma herança que, na verdade, só tem trazido transtornos ao município. Um simples levantamento nas audiências realizadas na Justiça do Trabalho comprova esta verdade.
Volta e meia, advogados pagos pelo povo formiguense, se veem obrigados a defender o município em ações em que os reclamantes, pedem a Justiça que o município, na condição de ?terceiro reú? seja intimado e trazido aos processos em tramitação e que, em alguns casos, a ré principal, Soenge, sequer tenha cumprido acordos celebrados ali mesmo, anteriormente.
Os despachos de nº 05452/13 e 05448/13 intimam o terceiro reclamado, (município), a proceder bloqueios e transferências de eventuais créditos à disposição daquele juízo até limites que somados chegam a R$ 211.391,03 (R$ 150 mil + R$ 61.391).
Na área comercial é igualmente grande o número de credores que, atentos, esperam um crédito a receber, alegado pela empresa como débito do município para com ela e objeto de análise no Ministério Público, possa quem sabe, minimizar os prejuízos dos que, na condição de fornecedores a atenderam durante o tempo em que ela aqui executou parte das obras de interceptação dos esgotos despejados nos rios Formiga, Mata Cavalo e afluentes de menor porte.
Na semana passada, um engenheiro egresso da empresa e que fora admitido pelo município, prestando serviços na Secretaria de Planejamento e Regulação Urbana, cansado de esperar pela quitação de seus direitos trabalhistas junto àquela empresa, ajuizou ação contra a mesma e de brinde, quem sabe até por mera coincidência, acabou sendo dispensado, também, de seu novo emprego.
Ao que se sabe, também o engenheiro que no Saae trabalhou durante muito tempo fiscalizando as obras e os serviços da referida empresa, igualmente teve o mesmo destino (rua).
Não cabe a este jornal, analisar ou discutir as razões administrativas ou técnicas que resultaram em tais dispensas, mas, informar e até mesmo tornar público o estranhamento a tais atitudes, nos parece, não é de todo fora de propósito, pois, segundo enquete, este é o pensamento dominante na maioria dos que ouvimos a respeito.

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