A missão Artemis marcou o retorno de humanos à Lua após mais de 50 anos com o sucesso da Artemis II, que também estabeleceu um novo recorde de distância percorrida por uma tripulação em relação à Terra. Apesar do avanço histórico, o principal objetivo da agência espacial norte-americana ainda não foi alcançado: realizar o pouso na superfície lunar.
Após a conclusão da segunda fase, o programa Artemis seguirá com mais três missões planejadas. A Artemis III, prevista para 2027, ocorrerá em órbita baixa da Terra e terá como foco testar o acoplamento da cápsula Orion com módulos de pouso comerciais.
Já a Artemis IV, programada para 2028, terá como objetivo realizar o pouso na Lua. Em seguida, ainda no final de 2028, a Artemis V deve repetir o pouso no satélite natural e dar início à possível construção de uma base lunar.
Anteriormente, o primeiro pouso estava previsto para a Artemis III. No entanto, engenheiros decidiram reformular o cronograma para garantir testes mais rigorosos dos componentes responsáveis pela segurança da nave e dos astronautas durante a aterrissagem.
Um dos fatores que motivaram a mudança no planejamento foi o escudo térmico da cápsula Orion, estrutura essencial para proteger a tripulação durante a reentrada na atmosfera terrestre. Após um problema identificado na Artemis I, a agência optou por manter o escudo atual na Artemis II, mas alterou a trajetória de reentrada.
Para a Artemis III, está prevista a implementação de um novo escudo térmico, com melhorias no material resistente ao calor, conhecido como Avcoat. Segundo o pesquisador Douglas Galante, do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (Cnpem), essa atualização é fundamental para aumentar a segurança das futuras missões.
A próxima etapa da Artemis será realizada em órbita baixa da Terra e incluirá testes de acoplamento entre a cápsula Orion — onde permanecem os astronautas — e os módulos de pouso desenvolvidos por empresas comerciais, como SpaceX e Blue Origin. Além disso, novos trajes espaciais também serão avaliados durante a missão.
De acordo com o astrônomo Thiago Signorini Gonçalves, diretor do Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), missões como a Artemis são modulares, compostas por diferentes estágios e foguetes. Por isso, o acoplamento entre os módulos é considerado uma etapa essencial para o sucesso das operações.
O programa Artemis avança em fases cuidadosamente planejadas para garantir segurança e eficiência no retorno humano à Lua. Com ajustes técnicos e testes adicionais, a expectativa é que as próximas missões pavimentem o caminho para o pouso lunar e, futuramente, para a construção de uma base permanente no satélite natural da Terra.
Com informações do Metrópoles







