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NASA se prepara para nova missão tripulada à Lua e especialistas alertam para impactos no corpo humano

Foto: Divulgação/Nasa

Mais de cinco décadas após a última viagem tripulada à Lua, a NASA se prepara para lançar a missão Artemis II, que levará astronautas a contornar o satélite natural, sem pouso. A iniciativa marca o início do novo programa lunar e abre caminho para futuras missões com retorno humano à superfície.

Com a retomada das viagens além da órbita terrestre, cresce a preocupação com os efeitos da microgravidade e da radiação no organismo. Segundo o neurologista Thiago Taya, a ausência de gravidade desloca fluidos corporais para a parte superior do corpo, podendo causar alterações na visão, no coração e até nos sentidos de paladar e olfato. Já o professor Douglas Galante, da USP, destaca que a radiação espacial pode danificar neurônios, acelerar processos neurodegenerativos e aumentar riscos de câncer e doenças cardiovasculares.

Os impactos físicos também incluem perda rápida de densidade óssea e massa muscular, além de alterações no sistema cardiovascular. No retorno à Terra, astronautas podem enfrentar tonturas e desmaios. O confinamento prolongado e o isolamento extremo somam desafios psicológicos, como ansiedade, irritabilidade e distúrbios do sono.

Para reduzir os riscos, os astronautas passam por treinamentos intensivos, avaliações médicas e psicológicas, além de manter rotina de exercícios diários durante a missão. A alimentação é controlada e há áreas da nave com maior blindagem contra radiação.

Apesar dos obstáculos, especialistas ressaltam que o avanço científico tem tornado as missões mais seguras e que a presença humana continua essencial para a exploração espacial.

Com informações do Metrópoles