Pela primeira vez, cientistas detectaram uma atmosfera ao redor de um exoplaneta rochoso localizado na zona habitável de sua estrela. A descoberta foi feita no LHS 1140 b, um planeta com composição e temperatura semelhantes às da Terra, e representa a evidência mais forte até o momento de que mundos parecidos com o nosso podem ter potencial para sustentar vida além do Sistema Solar.
O estudo foi liderado por pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e teve seus resultados publicados na revista Science na quinta-feira (16)
De acordo com o autor principal da pesquisa, Collin Cherubim, a presença de uma atmosfera é um fator fundamental para que um planeta possa sustentar vida como a conhecemos.
“A atmosfera é essencial para que um planeta sustente a vida como a conhecemos. Esta é a primeira vez que alguém encontra uma atmosfera em um planeta rochoso na zona habitável de outra estrela”, afirmou o pesquisador em comunicado.
O primeiro indício surgiu a partir de modelos computacionais desenvolvidos pelos próprios pesquisadores, que indicavam que o LHS 1140 b possuía uma atmosfera rica em hélio escapando para o espaço.
Posteriormente, um espectrógrafo do Observatório Magellan, no Chile, detectou o hélio sendo liberado ao redor do exoplaneta, confirmando a previsão feita pelos modelos e validando a hipótese apresentada pela equipe.
Embora pesquisas anteriores já tenham identificado planetas rochosos localizados em zonas habitáveis, nenhuma havia conseguido demonstrar de forma clara a existência de uma atmosfera nesses corpos celestes, tornando a nova descoberta inédita.
O LHS 1140 b está localizado a aproximadamente 48 anos-luz da Terra e orbita uma estrela anã vermelha em uma região onde as condições ambientais podem permitir a existência de água líquida em sua superfície.
Como próximos passos, os pesquisadores pretendem realizar análises mais detalhadas para identificar a composição completa da atmosfera, além de investigar a possível existência de oceanos e outros fatores que possam favorecer a habitabilidade do exoplaneta.
Os cientistas também avaliam que a técnica utilizada para detectar a atmosfera do LHS 1140 b poderá servir como uma alternativa importante para estudar outros exoplanetas rochosos.
Segundo Collin Cherubim, a confirmação da atmosfera representa uma validação dos modelos utilizados pela equipe e pode ser apenas o início de novas observações semelhantes.
Com informações do Metrópoles







