Formiga

?Operação Frei? chega ao fim com condenação dos envolvidos

Durante operação desencadeada em Formiga, em 19 de agosto de 2010, em cumprimento a mandado de busca e apreensão, 13 suspeitos foram conduzidos à Delegacia e alguns deles ainda se encontram na Penitenciária local, todos sob suspeita de tráfico de entorpecentes. À época, a operação, que foi intitulada ?Operação Frei?, contou com a participação de membros do Ministério Público, Polícias Civil e Militar.
Como desdobramento da mesma, várias investigações e procedimentos foram realizados e agora, em outubro, o ?senhor? Sandro Natale teve sua prisão decretada, a requerimento do promotor de Justiça local. Esclarece-se que tal fato se deu em virtude da prisão de um elemento de nome Ronan, o qual teria ameaçado uma das testemunhas arroladas pela acusação, a mando do senhor Sandro Natale.
Ouvido, o promotor de Justiça, Ângelo Ansanelli Júnior, informou o seguinte: ?a testemunha [em questão] relatou que o próximo da lista a sofrer consequências, seria eu?, disse o promotor. Em virtude disso, pediu ao juiz a decretação da prisão preventiva do acusado, conforme já mencionado acima, tendo o mesmo sido preso no dia 7 de outubro, para garantia da ordem pública.
E, no dia 18 deste mês, o processo resultante da ?Operação Frei? teve seu fim com a prolação da sentença a qual condenou, na Justiça de 1ª Instância, o senhor Sandro Natale a 5 anos de reclusão, 500 dias de multa, nos termos do artigo 33 da lei 11.343/06. Além disso, foi ele também condenado pela associação ao tráfico, à pena de reclusão , de 3 anos, 700 dias de multa, conforme o artigo 35 da mesma lei. Portanto, no total, a pena que lhe foi imposta é de 8 anos em regime inicialmente, fechado. A decisão é passível de recurso, podendo o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, reformá-la, seja para reduzir a condenação, seja para absolver os envolvidos. Há ainda a possibilidade de recurso por parte do Ministério Público, visando o aumento da penalidade imposta.
Do processo que resultou a condenação consta, dentre outros relatos de testemunhas, informações várias sobre a quadrilha suspeita, em especial que Sandro teria ameaçado a vida do promotor e que, anteriormente, se valera até mesmo de rituais de macumba, para conseguir seu intento.
Da denúncia do MP consta ainda que Sandro Natale era o responsável pelo preparo da substância entorpecente, por possuir conhecimentos a respeito de química, e que o seu filho, Sálvio Silva Natale, também membro da quadrilha, seria o chefe da empreitada criminosa.