A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nesta quinta-feira (7), a operação Juros Sombrios em Arcos. A ação é resultado de uma investigação que apura a prática de usura, extorsão e associação criminosa armada.
Durante a operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.
Ao longo da ação policial, os agentes apreenderam 14 aparelhos celulares, cinco tablets, 12 notebooks, um pen drive e diversos carregadores.
Segundo a Polícia Civil, todo o material recolhido será analisado no decorrer das investigações para auxiliar na apuração dos fatos.
Durante os trabalhos da operação Juros Sombrios, uma mulher de 44 anos foi presa em flagrante pelo crime de resistência.
Ela foi conduzida à delegacia para a adoção das medidas legais cabíveis.
As investigações tiveram início após requisição do Ministério Público e registros de ocorrências que apontavam a atuação de um grupo suspeito de realizar empréstimos irregulares a pessoas físicas.
Conforme apurado pela Polícia Civil, os empréstimos eram concedidos fora da regulamentação legal, inclusive para pessoas em situação de vulnerabilidade, mediante cobrança de juros abusivos.
As investigações também indicaram que, em casos de inadimplência, vítimas e familiares eram submetidos a cobranças insistentes e intimidações para obtenção de vantagens econômicas indevidas.
No decorrer das apurações, a PCMG reuniu depoimentos, comprovantes de transferências bancárias, boletos, mensagens, áudios e outros elementos considerados importantes para a investigação.
Segundo a corporação, os materiais apontam para a possível existência de uma estrutura organizada voltada à concessão ilícita de crédito e à cobrança coercitiva de dívidas.
A Polícia Civil informou ainda que há indícios da existência de múltiplas vítimas, sendo que algumas delas demonstraram receio de formalizar denúncias por medo de represálias.
A operação Juros Sombrios segue em andamento e a Polícia Civil continua as investigações para esclarecer completamente os fatos, identificar outras possíveis vítimas e apurar o envolvimento de novos suspeitos no esquema investigado em Arcos.
Com informações da PCMG







