Após subir o tom contra ataques e questionamentos ao processo eleitoral, o presidente do Congresso Nacional e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), publicou no Twitter que não se pode admitir “sequer uma bravata” contra representações democráticas brasileiras.

“Não podemos admitir sequer uma bravata relacionada a fechamento do STF, a cancelamento de eleições, a volta da ditadura militar ou de atos institucionais”, declarou, reforçando discurso feito durante entrevista à Globonews na noite de domingo (8).

Na mesma entrevista, Pacheco afirmou que um candidato não pode pautar a eleição e que a Justiça Eleitoral tem eficiência e sistemas capazes de garantir a transparência do processo. De acordo com ele, a escolha de candidatos e o processo eleitoral devem ser cuidadas pela instância especializada da Justiça.

“Que os candidatos se ocupem em apresentar propostas para fazer o convencimento do eleitor, muito melhor do que questionar o processo de votação”, disse. “Candidato não pode pautar eleição. A eleição é definida por uma Justiça especializada vinculada ao Poder Judiciário e isso precisa ser respeitado no Brasil”, completou.

Apesar de não citar nomes, a fala do presidente do Senado pode ser interpretada como direcionada ao presidente Jair Bolsonaro (PL), que coloca dúvidas sobre a confiança da urnas eletrônicas e do processo de contagem de votos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com frequência.

Recentemente, Bolsonaro afirmou que as Forças Armadas sugeriram ao TSE uma contagem paralela dos votos para que “seja feita uma ramificação um pouquinho à direita”. O mandatário também anunciou que o PL, partido que é filiado e irá concorrer à reeleição, irá contratar uma empresa para fazer uma auditoria nas eleições.

 

 

Fonte: O Tempo

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