Estudantes brasileiros terão a oportunidade inédita de se fazerem representados no espaço em 2018. Um projeto piloto vai fomentar iniciativas criadas por alunos do ensino fundamental, da 7ª série, que serão enviadas diretamente para a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa).

São experimentos que vão desde a introdução de colônias de bactérias no espaço, para ver se esses organismos se reproduzem fora da Terra, até a visualização de reações químicas, como a possível formação da ferrugem em um ambiente sem gravidade. Esses protótipos – que podem abranger as áreas da física, da biologia ou da química – serão encapsulados com as devidas orientações para que um astronauta dentro da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) possa executá-lo durante um mês. Ao fim, a cápsula retorna à Terra para avaliação dos resultados.

A iniciativa, realizada com escolas da cidade de São Paulo, faz parte do Missão Garatéa, mesmo consórcio espacial que planeja a primeira missão lunar brasileira, com lançamento marcado para 2021. No total, 450 alunos terão a oportunidade de enviar seus experimentos, após um curso extracurricular com duração de nove semanas. As três melhores ideias serão encaminhadas para a Nasa, que escolherá apenas uma.

O projeto fará parte da 12ª edição do Programa de Experiências para Voo Espacial (SSEP, na sigla em inglês), ação anual do governo norte-americano em conjunto com a Nasa para engajar a comunidade estudantil em experimentos educacionais realizados no espaço. A Câmara de Comércio Brasil-Flórida intermediou a entrada do Brasil no programa.

“É a primeira vez que a Nasa aceita essa parceria para envio de projetos de um país fora da América do Norte, já que o Canadá tem sido o único aliado dos Estados Unidos nessa área.

O trabalho selecionado viajará em um foguete entre abril e junho e irá diretamente para a ISS.

Queremos garantir anualmente essa parceria”, explica o mineiro Lucas Fonseca, 33, que é engenheiro espacial e diretor do projeto Missão Garatéa.

Polo nacional

 De acordo com Fonseca, o projeto, intitulado Missão Garatéa-ISS, visa ampliar o interesse dos estudantes brasileiros pelas áreas de ciência e tecnologia. “Queremos que esses alunos possam se sentir parte da ciência. Também desenvolvemos outros projetos, todos com a finalidade de criar um polo no Brasil com pessoas capazes de atuar nessa área astronômica”, afirma.

Projeto

A Missão Garatéa recebe doações pelo site www.garatea.space, para financiamento de alunos com trabalhos de cunho científico, e pretende apoiar viagens de intercâmbio à Nasa.

Brasileiros vão lançar sonda à lua em 2021

O lançamento da primeira missão lunar brasileira, com o envio de um sonda, em 2021, deverá acontecer em conjunto com um grupo de outros seis satélites, que serão levados em conjunto pelo foguete indiano PSLC-C11. A espaçonave já viajou com sucesso para a Lua em 2011.

Dentro da sonda, os cientistas brasileiros pretendem colocar colônias de micro-organismos para ver como eles se comportam sem o campo gravitacional terrestre. Os testes pretendem verificar a existência de possíveis sistemas biológicos no espaço.

 

Fonte: O Tempo ||

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