Com o início do pagamento dos servidores municipais, que recebem por meio de convênios, nessa quinta-feira (1º), alguns perceberam nos holerites, que a administração descontou dos salários valores referentes aos três dias de greve que ocorreu no início de setembro.

De acordo com informações do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Formiga (Sintranfor), desprezando os princípios da isonomia, a atitude foi covarde, pois  o “Gabinete do prefeito escolheu, a dedo, dentre os que participaram de greve, nomes para cortar o pagamento de três dias da paralisação”.

O sindicato alega que foram escolhidos servidores das Secretarias de Saúde e de Educação e apenas alguns de outras áreas para o corte. O Sindicato entende que isso demonstra mais uma tentativa de enfraquecer qualquer movimento do funcionalismo.

A Prefeitura já havia alertado o sindicato sobre a possibilidade dos descontos por dias não trabalhados, mas não informou que os cortes seriam pontuais, afetando apenas alguns servidores.

Cobrança na Justiça

O Sintramfor já iniciou os procedimentos para entrar com uma ação coletiva na Justiça a fim de que os servidores sejam ressarcidos.

Horas extras

Também está sendo preparada pela assessoria jurídica do sindicato outra ação judicial coletiva questionando o não pagamento de horas extras relativas ao dia 24 de agosto (quando a Prefeitura foi fechada em ato promovido pela Associação Mineira de Municípios) e muitos servidores tiveram que trabalhar porque seus setores funcionaram normalmente. O Sindicato entende que os servidores  que trabalharam durante o ponto facultativo têm direito a receber horas extras.

Greve

A greve foi decretada pelo Sintramfor no dia 3 de setembro. Os servidores paralisaram as atividades por três dias úteis porque não haviam recebido o vale alimentação de agosto, que antes era pago no dia 20 de cada mês. Antes de decretar a greve, o Sindicato  já havia tentado acordo com a administração. 

Redação do Jornal Nova Imprensa

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