Durante a coletiva com a imprensa, o presidente do Legislativo, Reginaldo Henrique dos Santos (Dr. Reginaldo/PCdoB), respondeu a diversas dúvidas da imprensa formiguense e que são dúvidas também da população. Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

Imprensa: Acredita que deve ser feito um novo concurso?
Dr. Reginaldo: Precisa debater isso de forma aberta, de forma política e de forma com a população, por isso estamos pedindo que o Ministério Público participe desse debate, os vereadores participem desse debate entre o Executivo e os médicos da Secretaria Municipal de Saúde e que, nas novas condições de um possível edital de um concurso público, que seja explicitado isso para a população. Porque uma coisa é o ideal e a outra coisa é o possível. Tem que verificar um debate mais democrático e não tão autoritário como está sendo via Secretaria Municipal de Saúde.

I: Os vereadores já tentaram conversar com secretária de Saúde?
D.R: A queixa que temos é que secretária faz a gestão dela por meio de bilhetinhos, de recados. Nós aqui da Câmara tentamos, alguns vereadores tentaram conversar não houve esse diálogo. Quem é responsável pela saúde é o prefeito então tem que debater com ele.

I: Essa decisão de diminuir o ritmo de votação dos projetos foi da mesa diretora ou de todos os vereadores?
D.R:Da mesa diretora e de outros dois vereadores.

I: Seria o G6
D.R:Tem um vereador que está afastado, fez uma cirurgia, o Eugênio Vilela, então esse vereador é fora do G6.

I: Na reunião de terça, vocês vão insistir na troca dos secretários de Saúde?
D.R:Já foi colocado até por um jornal desta cidade que a Câmara de Vereadores está pedindo a cabeça da secretária. Isto é verdade, mas não é toda a verdade. Não foi a Câmara que pediu a cabeça da secretária, alguns vereadores que são mais radicais que pediram. Você pedir a cabeça de alguém é muito primitivo, acho que tem que pedir a mudança de cabeça de alguém. A cabeça da pessoa não dá. Eu acho que pode continuar a secretária, pode trocar, o problema é a gestão que está sendo feita. Então, nós vamos pautar sempre nisso, a mudança do tipo de gestão, agora as pessoas que vão executar isso fica a cargo do prefeito.

I: E se prefeito pedir para indicar nomes?
D.R:Seria uma proposta bastante interessante, mas acho que aí a Câmara teria que conversar com os atores principais do sistema de saúde de Formiga, quer seja com a Santa Casa, conversar com o Conselho Municipal de Saúde. Acho que a Câmara também não pode assumir esta postura, porque senão depois qualquer problema que venha a acontecer, ah os vereadores exigiram a troca da secretária e indicaram fulano. Acho que não é papel do vereador indicar secretário, o papel do vereador é fiscalizar e legislar. Mas ele pode participar de um debate democrático, com escolha democrática.

I: Na reunião de segunda-feira (25), o senhor falou da possibilidade de dentistas paralisarem…
D.R:Se reuniram hoje de manhã lá no Magi, mas estão esperando o que vai acontecer com os médicos para perceberem o que pode ser ajustado na pauta deles.

I: Até que se faça um debate ou outro concurso público vai demorar, quais seriam as medidas paliativas que os vereadores apontam?
D.R:Se parte para esse debate político mais radicalizado, mais autoritário, você tem que ter um plano B na mão, porque senão o que acontece, tudo leva tempo, leva tempo para você fazer um edital, leva tempo pra você fazer o concurso, corrigir as provas, contratar as pessoas. Então tem que ter estratégias… Se a estratégia da Secretaria de Saúde é tirar os médicos que não querem atender ou atende pouco tempo, será que operacionalizando isso através de exigência de bater cartão de ponto, sem dialogar com a categoria, sem dialogar com o Conselho Municipal de Saúde, sem dialogar com os vereadores, sem explicitar esse debate para a população, isso é uma boa estratégia? Tem que ter estratégia e operacional andando juntos.

I: O que esperam com essa medida de diminuir o ritmo de votação dos projetos?
D.R:Duas coisas: a primeira é que, os vereadores já tiveram uma reunião com o prefeito e ele prometeu que, em um mês, a situação estaria equacionada e marcou uma reunião pra ontem (28). […] Queremos que o debate passe para o primeiro plano e não que fique em segundo plano. Se nós continuamos debatendo, mas votando do mesmo ritmo que nós estamos fazendo, sem fazer uma pressão política nisso aí é sinal que a Câmara também não está colocando a saúde, esse problema da saúde, em primeiro plano, o que não é verdade. A outra coisa é para que a situação não se deteriore mais.
Os problemas apontados são: fechamento de postos da periferia, o não atendimento de muitos vereadores, dificuldades de relacionamento com a Santa Casa com relação a pagamento de convênios, a questão do horário dos médicos, falta de materiais nos postos de saúde e outros.

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