O presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Minas Gerais (CRM-MG), João Batista Gomes Soares, renunciou ao cargo na tarde desta segunda-feira (30). O vice-presidente da entidade, Geraldo Caldeira, também renunciou.
Segundo a assessoria de imprensa do Conselho, a renúncia aconteceu porque Soares estava sendo pressionado a assinar o registro provisório de médicos estrangeiros sem que o governo tivesse enviado a lista dos tutores de cada um dos profissionais e o endereço de trabalho deles.
O Ministério da Saúde informou que estes documentos não fazem parte da lista exigida para a concessão de registros programa Mais Médicos. Sobre a renúncia, o órgão informou apenas que continua aguardando a emissão das licenças o mais rápido possível.
<2>Decisão judicial
Na última sexta-feira (27), a Justiça Federal expediu um documento obrigando o CRM-MG a liberar o registro provisório dos intercambistas que participam do programa Mais Médicos. Soares, que se recusava a emitir os certificados, chegou a dizer que deixara o cargo caso fosse obrigado a assinar os documentos.
Em nota divulgada no site do CRM-MG, ele afirmou que a renúncia foi a maneira encontrada para manter seus princípios éticos, já que, como presidente, não poderia descumprir uma decisão judicial.
A nova diretoria tomará posse na noite desta terça-feira (1º).
Leia a nota na íntegra:
Estou findando meu mandato de presidente com a marca da renúncia, o que muito contraria meus princípios éticos e democráticos.
Agradeço a todos pelo significativo apoio que sempre contei em minhas decisões e atos. Continuarei com o conselho, fiel aos meus princípios, ciente do meu papel. Aqueles que classificam minha atitude como birra não entendem a importância e o papel do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais no contexto da saúde da população e na defesa dos direitos dos médicos mineiros.
Sinto-me afrontado em meus princípios morais e éticos. Não posso descumprir decisão judicial, por isso renuncio ao meu cargo de presidente do CRMMG ao qual procurei sempre honrar.
Continuo como conselheiro exercendo o papel para o qual fui eleito pelos médicos de Minas Gerais.

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