O mineiro de 26 anos, suspeito de homicídio e preso no Aeroporto de Lisboa com carne na mala, teve a prisão preventiva estendida por mais 90 dias.

Detido desde 27 de fevereiro, ele também foi intimado para comparecer ao Tribunal de Amsterdã no fim de junho. As informações são do jornal O Globo.

O jovem é suspeito de assassinar outro brasileiro, de 21 anos. Ele confessou o crime, mas disse ter agido em legítima defesa. Durante os depoimentos, também disse que a vítima seria canibal e que a carne que levava na bagagem era prova disso.

Exames feitos pela perícia holandesa na casa onde ocorreu o crime comprovaram que o material encontrado não era humano. Ele não é suspeito de canibalismo.

“Podemos confirmar que a carne encontrada na casa da vítima aqui na Holanda é de origem animal”, informaram as autoridades holandesas.

Relembre o caso
O suspeito chegou a Portugal em voo vindo da capital holandesa e pretendia embarcar rumo a Belo Horizonte. Ele estaria fugindo após cometer o homicídio, no bairro de Vegastraat, em Amsterdã, capital da Holanda. Ele teria sido convidado pela vítima para, supostamente, comer carne humana. O suspeito alega que agiu em legítima defesa, após ser atacado.

No aeroporto, o mineiro apresentou um documento italiano, o que levantou suspeitas e, posteriormente, foi identificado como falso.

Quando as autoridades verificaram a real identidade do passageiro, descobriram que existia um mandado de prisão emitido pelas autoridades da Holanda. Ele foi detido pela polícia portuguesa e encaminhado a um tribunal para extradição. Com o suspeito foram apreendidas roupas com vestígios de sangue, uma embalagem de plástico com diversos pedaços de carne e um celular.

A carne encontrada na mala foi encaminhada para análise. Um jornal português chegou a afirmar que o material é humano, mas o resultado oficial da perícia ainda não foi divulgado.

Fonte: Hoje em Dia

 

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