Merece destaque a prática adotada pelo atual prefeito que, rotineiramente, tem trazido a público sua prestação de contas, onde detalha o que executou e o que pretende executar, apresentando inclusive, as fontes de recursos das quais pretende se valer.

Não faz muito tempo, no Legislativo, quebrando o protocolo, Eugênio respondeu até mesmo a alguns questionamentos feitos por populares presentes e, de forma rápida e espontânea, sugeriu que um dos problemas a ele trazidos naquele momento, fosse tratado diretamente com o secretário da pasta que, certamente, assim como os demais ali presentes, entendeu seu recado.

Nesta linha, na quinta-feira (27), estava o prefeito, mais uma vez, se dirigindo a todo o seu secretariado e membros do segundo escalão, resumindo as ações de seu governo nestes sete primeiros meses de mandato que, por razões mais que conhecidas, mas por ele muito bem justificadas, não resultaram em tantas como ele esperava. Isto, se levado em consideração o prometido em seu plano de governo e, naturalmente, se observados os anseios da população que, convenhamos, nesta nova administração depositou todas as suas esperanças.

Neste sentido, Eugênio mais uma vez se mostrou como e quando pretende cumprir suas metas nos próximos meses e anos em que ainda ocupará a cadeira de primeiro mandatário.

Pena que nesta audiência pública a participação popular foi ínfima. A quase totalidade dos presentes que somou pouco mais de setenta participantes era formada por membros da administração municipal. De fora anotamos a presença de apenas dois dirigentes de sindicatos e de representantes de sete associações de bairro. Mais uma vez, as entidades de classe, clubes de serviços, igrejas e representantes de agremiações e membros da sociedade civil e  movimentos populares não atenderam ao convite da administração e perderam a oportunidade de conferir, opinar, cobrar ou até mesmo de alguma forma exercerem suas representatividades enquanto cidadãos, como certamente é do interesse de seus representados.

Do poder Legislativo, anotamos a presença de apenas um vereador.

Diante desta realidade ficamos a imaginar que esta falta de interesse do povão e de seus lídimos representantes deve ter alguma causa que precisa, de imediato, ser descoberta e combatida, pois, o futuro de uma cidade não se constrói sem o envolvimento firme de todos os que nela vivem e/ou dela dependem para viver. Por maior que seja a capacidade e a vontade do prefeito em bem gerir os destinos desta cidade, acreditamos que ele assim pensa, pois, do contrário, não teria emitido quase trezentos convites, como nos confirmou um de seus colaboradores.

Assim sendo, nos parece que a parte dele, prefeito, está feita. Falta a nossa!

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