A reunião realizada entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Saúde na tarde desta sexta-feira (21) para tratar sobre a liberação de autotestes de Covid-19 terminou sem decisões por parte da autoridade sanitária.

O desfecho já era esperado pois, segundo a Anvisa, esse foi apenas o primeiro encontro depois do pedido de diligências feito na quarta-feira (19). Por meio de nota, foi informado que “foram debatidos detalhes necessários para a implantação do auto teste, buscando o preenchimento de possíveis lacunas na construção da proposta”.

O encontro foi virtual e, pela Anvisa, liderado pelo diretor Romison Mota. Pelo Ministério da Saúde, participaram o secretário executivo Rodrigo Cruz e secretária extraordinária Rosana Leite, além das respectivas equipes técnicas dos dois órgãos.

A reunião foi marcada depois que a Anvisa recusou o pedido do governo para liberar a comercialização dos autotestes de Covid-19 no Brasil. O placar foi 4 a 1 e a principal queixa da autoridade sanitária é a falta de política pública para garantir a efetividade dos autotestes.

Para a Anvisa, é importante que os cidadãos saibam, por exemplo, onde e como devem notificar os órgãos de saúde caso o resultado do autoteste de Covid-19 seja positivo.

A Anvisa também quer uma definição de como esses casos vão ser contabilizados, como os cidadãos vão ser orientados para realizar corretamente o exame e quem deve comunicar a fabricante sobre possíveis efeitos adversos ou erros do teste.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou que vai corrigir as informações pedidas pela Anvisa. Ele disse também que a pasta continua defendendo a autorização para o auto exame.

O governo tem prazo para responder as informações adicionais à Anvisa, que pretende retomar a votação até a primeira semana de fevereiro.

Fonte: O Tempo

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