Os trabalhadores da rede municipal de educação de Belo Horizonte decidiram manter a greve por tempo indeterminado, após uma assembleia da categoria, realizada nesta terça-feira (22), na praça da Estação, na região Centro-Sul da capital, onde participaram 1.300 profissionais da educação. 

“Os trabalhadores insistem na paralisação como forma de pressionar a Prefeitura pela negociação de uma proposta que contemple o cumprimento da Lei do Piso Nacional da Educação sem que isso represente a destruição da carreira”, informou o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede BH), que representa a categoria. 

Os rumos da paralisação serão decididos em uma nova assembleia que será realizada na próxima sexta-feira (25). “Embora seja a cidade com a situação financeira mais favorável da região metropolitana, a Prefeitura de Belo Horizonte foi a que apresentou o menor índice de reajuste para a Educação. 

Além disso, Belo Horizonte tem reduzido o percentual e investimentos do Fundeb com os salários, está muito abaixo do que poderia investir, se levado em conta a Lei de Responsabilidade Fiscal e tem uma grande margem em 
relação ao Teto de Gastos”, informou o sindicato.

A categoria não aceitou a proposta de abono de R$1.150, considerando que todos os recursos da educação devem ser administrados para valorizar os salários e a carreira. Foi considerado ainda que esse abono não traz benefício já que não incide sobre férias, décimo terceiro ou aposentadoria.

Segundo sindicato, a greve atinge 50% de escolas do ensino fundamental e 20% das de educação infantil. “A próxima assembleia decidirá sobre a posição da categoria em relação à política de rateio do Fundeb.  A Prefeitura ainda não apresentou uma proposta que atenda e valorize os trabalhadores em Educação do município”, conclui o Sindi-Rede por nota. 

Fonte: O Tempo

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