Política

PT divulga carta a evangélicos e critica uso da fé em disputas políticas

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou uma carta direcionada aos evangélicos brasileiros na qual critica o uso da fé “para fins políticos e econômicos”. O documento foi assinado durante o IV Encontro Nacional de Evangélicos do PT, realizado em Brasília nessa segunda-feira (8), e reúne posicionamentos sobre temas religiosos, sociais e políticos.

A carta destaca que os evangélicos possuem diferentes visões políticas e defende que cada fiel deve ter liberdade para formar suas próprias opiniões dentro das igrejas. O texto também faz críticas ao uso da religião como instrumento de influência em disputas políticas e condena o que classifica como exploração da fé para obtenção de vantagens financeiras.

Outro ponto abordado no documento é a disseminação de fake news e discursos de ódio. Segundo a carta, a desinformação e a manipulação da fé representam desafios para a convivência democrática e para a qualidade do debate público.

Em um dos trechos, o texto afirma:

“Manifestamos preocupação com a disseminação de notícias falsas, discursos de ódio e tentativas de manipulação da fé para fins políticos ou econômicos. O Evangelho nos chama à verdade, à honestidade e à responsabilidade. A religião não deve ser utilizada para dividir o povo brasileiro, mas para promover esperança, solidariedade e compromisso com o bem comum.”

Ao tratar da relação entre o PT e o segmento evangélico, o documento afirma que governos petistas adotaram uma postura de respeito à liberdade religiosa. A carta cita ações realizadas durante as gestões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como o reconhecimento da música gospel como cultura e patrimônio nacional e a criação de datas comemorativas voltadas ao público evangélico.

A carta também menciona as eleições de 2026. Os participantes defendem a participação dos evangélicos nos debates sobre os rumos do país e manifestam apoio à continuidade do projeto político liderado por Lula. Ao mesmo tempo, o texto ressalta que esse posicionamento não deve ser confundido com o uso eleitoral da religião.

A divulgação do documento ocorre em meio à tentativa do partido de ampliar sua interlocução com os evangélicos. A relação entre o presidente Lula e parte desse eleitorado tem sido marcada por resistências e disputas de narrativas ao longo dos últimos anos.

Com informações do Metrópoles