A Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), cuja retirada de órbita estava prevista para 2030, poderá continuar em operação por mais tempo do que o planejado inicialmente.
A possibilidade surgiu após a aprovação da Lei de Autorização da NASA de 2026, legislação do Congresso dos Estados Unidos que estabelece prioridades, metas e orçamento da agência espacial. Com a nova medida, autoridades americanas passaram a defender a extensão das operações da estação até 2032, caso uma substituta ainda não esteja pronta.
A proposta, apresentada em 4 de março e apoiada pelo senador Ted Cruz, determina que a NASA mantenha a ISS em funcionamento até 30 de setembro de 2032. O objetivo é evitar que a órbita terrestre fique sem laboratórios espaciais norte-americanos ativos e garantir tempo suficiente para que novas estações espaciais comerciais estejam prontas para assumir as atividades.
De acordo com o projeto de lei, a transferência das operações da NASA para uma nova estação só deverá ocorrer quando uma dessas estruturas privadas demonstrar, por pelo menos um ano consecutivo, capacidade de apoiar pesquisas científicas, desenvolvimento tecnológico, atividades comerciais e funções de laboratório nacional — tarefas atualmente desempenhadas pela ISS.
Laboratório em órbita
A Estação Espacial Internacional começou a ser montada em 1998, em um projeto liderado pela NASA com participação de outras quatro agências espaciais internacionais. A previsão inicial era que a estrutura funcionasse por cerca de 15 anos.
Com manutenção constante e substituição de equipamentos, no entanto, a estação permanece ativa muito além do período originalmente planejado.
Segundo o site IFLScience, algumas partes da estrutura poderiam continuar orbitando a Terra por até dois anos após o fim de sua vida útil. A NASA vinha se preparando para encerrar a missão em 2030, quando a estação seria retirada de órbita em uma reentrada controlada na atmosfera.
Nesse processo, os destroços seriam direcionados ao Ponto Nemo, uma região remota do Oceano Pacífico Sul conhecida por receber resíduos de missões espaciais.
Riscos da extensão
Especialistas avaliam que o mais prudente seria encerrar as operações por volta de 2030, devido às limitações para substituir ou reparar componentes estruturais importantes da estação.
Em comunicado, a NASA explica que grande parte dos equipamentos pode ser reparada ou substituída em órbita, enquanto outros componentes podem ser enviados de volta à Terra para manutenção e relançamento.
No entanto, elementos estruturais centrais — como os módulos tripulados e as estruturas de treliça — não podem ser reparados ou substituídos de forma prática.
Caso a ISS seja desativada antes da entrada em operação de uma substituta, a única estação espacial em funcionamento seria a Estação Espacial Tiangong, operada pela China.
Além de tratar do futuro da ISS, o projeto aprovado também prevê planos de longo prazo para a exploração espacial, incluindo a criação de uma base lunar capaz de sustentar presença humana, ampliando os objetivos das missões espaciais nas próximas décadas.
Com informações da Revista Galileu








