A safra de café de 2026 em Minas Gerais deve apresentar sinais de recuperação na produção, embora ainda esteja distante de ser considerada uma supersafra. A conclusão faz parte de uma pesquisa inédita do Sistema Faemg Senar, realizada entre fevereiro e março deste ano, com cerca de 5 mil produtores atendidos pelo programa ATeG Café+Forte em diferentes regiões do estado, que é o principal produtor de café do Brasil.
O levantamento ouviu produtores assistidos pelo programa ATeG Café+Forte e analisou diferentes regiões cafeeiras de Minas Gerais. O objetivo foi traçar um panorama da próxima safra, considerando produtividade e desempenho das principais variedades cultivadas no estado.
De acordo com a pesquisa, a produção média de café em Minas Gerais deve crescer 23,6% em comparação com a safra de 2025. A produtividade média projetada é de 32,9 sacas por hectare, indicando um cenário de recuperação gradual do setor.
O crescimento não deve ocorrer de forma uniforme entre as variedades. O café arábica, principal espécie cultivada no estado, tem alta estimada de 22,8%. Já o café conilon apresenta uma expectativa de crescimento ainda maior, de 37,7%, contribuindo de forma significativa para o avanço geral da produção.
Apesar dos números positivos, a safra de 2026 ainda é classificada como uma safra de recuperação. A avaliação é da analista de agronegócios do Sistema Faemg Senar, Ana Carolina Gomes, que destaca que, mesmo com o aumento na produção e na produtividade, o cenário não caracteriza uma supersafra.
Os dados da pesquisa indicam um avanço consistente na produção de café em Minas Gerais para 2026, com crescimento expressivo tanto no arábica quanto no conilon e aumento da produtividade média. No entanto, o setor ainda caminha em recuperação, sem alcançar níveis considerados de supersafra, segundo a análise técnica apresentada.
Com informações do O Tempo







