A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo confirmou nessa terça-feira (28), o segundo caso importado de sarampo registrado no estado em 2026. O paciente é um homem de 42 anos, morador da Guatemala, que possui histórico de vacinação.
De acordo com a pasta, o caso foi identificado no final de março, na cidade de São Paulo, e posteriormente confirmado por exames laboratoriais. O estado de saúde do paciente não foi divulgado.
Este é o segundo registro importado da doença no estado neste ano, ou seja, sem transmissão local do vírus.
O primeiro caso de 2026 foi de um bebê de seis meses, não vacinado, que esteve na Bolívia em janeiro. Em 2025, foram registrados dois casos importados de sarampo em São Paulo.
Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, países do continente americano ainda enfrentam a doença. No ano passado, foram confirmados 14.767 casos em 13 países das Américas. Já em 2026, o número chega a 15,3 mil registros, com maior concentração em México, Guatemala, Estados Unidos e Canadá.
O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, transmitida por via aérea, por meio de tosse, espirro, fala ou respiração. Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não estejam imunes.
Entre os principais sintomas estão manchas vermelhas pelo corpo e febre alta, acima de 38,5°C, além de tosse, conjuntivite, coriza e mal-estar intenso. Em casos mais graves, a doença pode evoluir para complicações como diarreia, infecções de ouvido, cegueira, pneumonia e encefalite, podendo levar à morte.
A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra o sarampo e faz parte do Calendário Nacional de Vacinação. A primeira dose é aplicada aos 12 meses de idade (tríplice viral) e a segunda aos 15 meses (tetra viral).
A confirmação de mais um caso importado reforça a importância da vacinação e da vigilância epidemiológica, especialmente diante do aumento de registros da doença nas Américas.
Com informações da Agência Brasil







