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Analisado o conteúdo da fala do prefeito Eugênio Vilela, que registramos aqui, não se furtou de responder a nenhum dos questionamentos a ele dirigidos, em especial os de autoria de populares que se encontravam na reunião da Câmara dessa semana, concluímos que os senhores vereadores, ao que parece, em grande número favoráveis à aprovação do projeto, estarão assim procedendo, a autorizar a provável contratação de um financiamento de até R$3 milhões para a construção, ampliação e/ou reforma de prédios públicos. Embora a autorização se dê de forma generalizada, há implícita na mesma, a garantia verbal do prefeito de que a destinação dos tais recursos, se obtidos, será para a construção de uma sede própria onde se pretende abrigar boa parte dos serviços prestados pela administração pública.
A localização da nova sede administrativa, conforme disse o prefeito ao ser perguntado, ainda é algo que poderíamos definir como sendo “segredo de estado”. Isto para se evitar a prática do que ele mesmo chamou de especulação imobiliária. Porém, dada esta dica, imaginamos que caso o município venha a ser contemplado com a concessão do tal financiamento, tudo leva a crer que a nova sede, que hoje só o prefeito sabe que dimensões, formas, divisões ou cores terá, deverá ser construída em local distante do chamado centro comercial de Formiga. Aliás, escolhas desta natureza têm sido adotadas por outros municípios que nos últimos anos se dispuseram a construir arremedos da Cidade Administrativa criada por Aécio, Anastasia e Cia lá na capital mineira. Divinópolis e Itaúna, nossas vizinhas, são exemplos disto.
Até aí tudo bem, mas, continuamos com a velha dúvida de como se chegou por aqui, a imaginar que os R$3 milhões seriam ou serão suficientes para erguer a tal edificação. Eles obtiveram tais informações por meio de uma bola de cristal? É claro que assim não foi! No mínimo o prefeito e certamente muitos outros auxiliares, devem ter tido acesso a algum rabisco, anteprojeto ou sabe-se lá o que mais, que lhes serviram de base para discutirem sobre o local já escolhido, o tipo de construção a ser erguida, acabamento empregado, material a ser gasto, mão de obra muito bem calculada e tudo o mais que envolve um investimento desta monta. Eugênio, mestre em administração, sabe muito bem disto e se assim não fosse, jamais afirmaria que os R$3 milhões seriam suficientes para dar cabo a esta importante, mais que necessária e bem vinda empreitada.
Se ele não revela detalhes, imaginamos, deve ter suas razões! Mas, quais seriam?
De qualquer forma, logrando a aprovação de seu pleito na Câmara, como tudo indica ocorrerá, terá ele no mínimo, conseguido testar o grau de confiabilidade que seu governo goza junto àquele Poder. Se bem que não faz muito tempo, mais precisamente na legislatura passada, a Câmara também deu ao prefeito Moa um cheque em branco quando aprovou lei permitindo que a turma de Piumhi remanejasse o orçamento em 100%, a seu bel prazer. Mas, entendam, aqui de forma alguma estamos a comparar as administrações. Apenas relembramos a forma de atuar do Legislativo que, mesmo diante de proposições, digamos, não muito claras ou pouco transparentes, as acata sem maiores questionamentos. Aquela Casa, disto sabemos, vez por outra nos surpreende. Lembram-se do famoso G6, que a cada reunião semanal se transformava em G4, G8 ou G0, ao sabor dos ventos? Pois é!
Dito isto, só nos resta aguardar o próximo ano para, quem sabe, uma vez contemplado pelo BDMG, Eugênio venha abrir publicamente o baú que hoje está trancado com no mínimo sete chaves e apresente a esta cidade o projeto da nossa nova sede administrativa. Sua implantação trará alegria para a vizinhança que, imaginamos, a receberá comemorando a chegada do progresso e da valorização que surgirá livre da tal especulação imobiliária.
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