Cerca de 600 servidores efetivados fizeram uma paralisação e marcaram presença na manhã desta quarta-feira (17), em frente ao Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Formiga (Sintramfor).
O objetivo da reunião foi o de se encaminhar aos servidores a proposta de aumento, formulada pela administração municipal, durante reunião de terça-feira (16), ocorrida no Gabinete do prefeito. Aceita a proposta do governo, decidiu-se pelo cancelamento da passeata, programada anteriormente. A ideia era que os funcionários, ornados com nariz de palhaço e portando faixas, seguissem até a Prefeitura.
O presidente do sindicato, Natanael Alves, propôs que cada setor como educação, obras e outros se reunissem e decidissem pela passeata ou não. Em seguida,achou melhor perguntar a todos os presentes se eram a favor do reajuste e a maioria levantou a mão, concordando com a proposta. Com isso, foi cancelada a passeata e ele solicitou que cada funcionário voltasse para o seu local trabalho, dando sequência ao que fora acordado com a administração municipal.
O aumento proposto foi de 6,05% ( INPC), fixação do vale-alimentação em R$270 e 7,97% de reajuste para os educadores, retroativo a janeiro. Para o pessoal da saúde foi mantido o percentual de 30%.
Natanael Alves explicou que não existe uma Lei Municipal ou Estadual que conceda um reajuste aos servidores. ?Existe apenas uma Lei concedendo aos funcionários federais o aumento. No município, o que existe é um acordo, não tem uma Lei obrigando o prefeito a dar o aumento?, explicou.
Ainda de acordo com o presidente do Sintramfor, foi cogitada até se fazer uma greve. ?Isso poderia ocorrer se eles não pagassem nem o INPC, uma greve a partir do dia 1º de maio. Agora, o projeto segue para a Câmara. O prefeito nos disse que enviaria ainda nesta quinta-feira (18)?.
Uma educadora não concordou com o reajuste. ?A reunião no Gabinete, na terça-feira, foi intencional para que não fosse feita a passeata até a Prefeitura. Eu estou com nariz de palhaço e é assim que me sinto?.
Já o advogado do sindicato, Vicente de Paulo Faria explicou que a decisão da Prefeitura foi ?menos mal?. ?Se os servidores não viessem aqui, esse reajuste não seria concedido. Não tem mais gente aqui porque ontem o prefeito abriu o gabinete para negociação?. Ele vai pagar aquilo que havia prometido. Antes, ele disse que não tinha condições de conceder esse reajuste e, em seguida, voltou atrás. O reajuste dos professores nem é um aumento, e sim dinheiro que vem do governo, ele apenas é repassado?, disse.

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