O plenário do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, de forma unânime, afastar cautelarmente o ministro Marco Buzzi de suas funções até a conclusão das investigações sobre denúncias de assédio sexual. A medida foi tomada nesta terça-feira (10), mesmo após o magistrado apresentar um atestado médico de 90 dias.
Com o afastamento, Buzzi fica impedido de utilizar o gabinete, o veículo oficial e demais prerrogativas do cargo. Uma comissão de sindicância foi marcada para o dia 10 de março, quando será deliberado o resultado das apurações internas.
O ministro é alvo de duas denúncias de assédio sexual. A primeira foi feita por uma jovem de 18 anos, filha de amigos, que estava hospedada na casa dele em Balneário Camboriú (SC). A segunda chegou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), onde o corregedor nacional, ministro Mauro Campbell Marques, ouviu declarações da suposta vítima e registrou oficialmente a denúncia. O caso também é acompanhado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A Corregedoria Nacional de Justiça informou que abriu uma nova reclamação disciplinar para apurar os fatos relatados pela segunda denunciante. Os procedimentos tramitam sob sigilo legal.
Em carta enviada aos colegas do STJ, Buzzi afirmou ser inocente e disse que provará isso no curso do processo. O ministro relatou estar internado sob acompanhamento médico e declarou que as acusações têm causado sofrimento à sua família.
Com informações do Metrópoles







