O governo federal atualizou, na segunda-feira (6), a “lista suja” do trabalho escravo, incluindo empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão no Brasil. No Sul de Minas, quatro novos locais foram adicionados, totalizando 73 trabalhadores resgatados na região.
Segundo a atualização referente ao segundo semestre de 2026, os casos registrados no Sul de Minas ocorreram em:
- Campestre (MG): sítio com 5 trabalhadores resgatados.
- Machado (MG): sítio com 18 trabalhadores resgatados.
- Divisa Nova (MG): fazenda com 47 trabalhadores resgatados.
- Conceição da Aparecida (MG): sítio com 3 trabalhadores em situação irregular.
Na atualização anterior, divulgada no segundo semestre de 2025, a região já havia registrado 350 trabalhadores resgatados em 23 cidades, mostrando a persistência do problema.
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, os casos incluídos na nova atualização ocorreram entre 2020 e 2025, em 22 unidades da federação. Minas Gerais lidera o ranking, com 35 empregadores incluídos, seguida por São Paulo (20) e Bahia (17).
A “lista suja” é atualizada periodicamente e torna públicos os nomes de empregadores responsabilizados, após processos administrativos, por submeter trabalhadores a condições degradantes, jornadas exaustivas ou restrição de liberdade, práticas caracterizadas como trabalho análogo à escravidão pela legislação brasileira.
A nova atualização reforça a necessidade de fiscalização contínua e de políticas de proteção aos trabalhadores, evidenciando que a exploração laboral ainda é um problema relevante no Sul de Minas e em todo o país.
Com informações do G1







