Os usuários do transporte coletivo de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, passam a pagar uma tarifa mais alta a partir desta terça-feira (30). O valor do ônibus municipal aumentou de R$ 6,40 para R$ 6,75, um reajuste de 5,46%, oficializado pelo decreto nº 1.798 e publicado no Diário Oficial do Município.
O aumento surpreendeu muitos passageiros e reacendeu críticas sobre a qualidade do serviço. A vendedora Luana da Silva comentou o impacto financeiro: “Não sabia do aumento, mas tenho certeza de que vai pesar no nosso bolso, pois acaba que no final quem paga é o trabalhador. E é um serviço que não tem qualidade, transporte precário, é elevador estragado, entre outros problemas”. A estudante Tatiane Maria também expressou insatisfação com a eficiência das linhas: “Se pelo menos tivessem melhorado alguma coisa no serviço, a gente até entendia. O ônibus quebra toda hora, sempre está atrasado”.
Segundo a prefeitura de Contagem, o índice aplicado é o menor dos últimos cinco anos, ficando abaixo dos 6,33% pleiteados pelas concessionárias, que levariam a passagem a R$ 7,25. A Autarquia de Trânsito e Transportes de Contagem (Transcon) explicou que o cálculo considera cláusulas contratuais ligadas à inflação de insumos, como combustível, mão de obra e manutenção da frota. “O reajuste aplicado ficou abaixo do solicitado pelas empresas e reflete um esforço para preservar o equilíbrio econômico do sistema sem transferir integralmente os aumentos de custos para a tarifa”, detalhou o presidente da Transcon, Rodrigo Tomaz.
O diretor de Transportes da autarquia, Rafael Amaral, reforçou que a medida é necessária para manter a operação: “O reajuste anual busca equilibrar os impactos da inflação sobre os custos operacionais e os insumos necessários para a manutenção do transporte”. Atualmente, o sistema conta com 262 veículos distribuídos em 41 linhas. O aumento também tem como objetivo garantir a continuidade dos investimentos no novo Sistema Integrado de Mobilidade (SIM), previsto para o segundo semestre de 2026, com 108 veículos já aptos para operar no modelo.
O presidente da Transcon destacou as dificuldades de manter o serviço: “Manter um transporte público de qualidade e com preço acessível é um desafio para os municípios, especialmente sem apoio financeiro permanente dos governos estadual e federal”. O reajuste, portanto, busca equilibrar a sustentabilidade financeira do sistema sem comprometer sua operação.
Com informações do Hoje em Dia







