Destaque|Regional

Três meses após tragédia, cânions de Capitólio reabrem com 100 lanchas no 1º sábado de funcionamento

No primeiro fim de semana de reabertura dos cânions de Capitólio, na represa de Furnas, no Sul de Minas, a atração turística registrou a movimentação de, pelo menos, 100 lanchas nesse sábado (2).

O retorno ocorre quase três meses após a queda de um paredão rochoso sobre embarcações que passeavam pela região. O acidente matou 10 pessoas e feriu outras 27. A permissão para circulação das lanchas acontece com regras mais rígidas, especialmente em relação à quantidade delas e ao uso de equipamentos de proteção individual (EPI), como capacetes.

Antes do acidente, o limite de barcos no local era de 40 simultâneos e, agora, são apenas cinco. De acordo com o prefeito de Capitólio, Cristiano Geraldo da Silva (PP), em um sábado normal a atração turística recebia cerca de 200 lanchas diariamente.

“Tivemos uma movimentação boa nesse sábado e estamos com uma fiscalização diferenciada para agilizar no momento da entrada para os cânions. Os turistas estão compreensivos sobre a necessidade do capacete e outros equipamentos de segurança”, relata.

Segundo Cristiano, o feriado da Semana Santa, em 15 de abril, é visto como a esperança para a retomada econômica da região, que tem como pilar o turismo, com expectativa de receber 30 mil visitantes, que devem movimentar pousadas, hotéis, ranchos e outros.

“Para o feriado, esperamos de 150 a 200 lanchas por dia e, por isso, contamos com um reforço na equipe de fiscalização para agilizar a entrada e para tirar fotos nos cânions”, afirma o prefeito.

Ainda assim, a projeção é cerca de 50% menos movimento em relação à quantidade que o local recebia antes do acidente, quando 60 mil turistas se hospedavam na Semana Santa.

Nos três meses fechados, o prefeito estima que o prejuízo da cidade tenha sido mais alto que relativo à pandemia, quando um levantamento mostrou que R$ 5 milhões deixaram de ser injetados na economia local.

“O que percebemos logo em janeiro em contato com pousada e hotéis, que os cancelamentos não eram tanto por causa do acidente, mas muitos cancelaram por causa das chuvas e muitos outros por causa da pandemia”, diz.

Fonte: Hoje em Dia