A Ucrânia confirmou que um pequeno drone russo utilizado em um ataque na cidade de Zaporizhzhia, no sudeste do país, no mês passado, foi comandado inteiramente por um sistema de inteligência artificial (IA). O ataque matou três pessoas.
Segundo informações divulgadas sobre a investigação, o drone utilizado na ação era guiado por um sistema experimental de inteligência artificial, sem a atuação de um piloto humano. A conclusão foi obtida após a análise dos destroços do equipamento.
Operadores humanos teriam programado o drone para seguir até um posto de gasolina específico. No entanto, ao se aproximar do local, o equipamento teria escolhido por conta própria o ponto exato a ser atingido, utilizando seu treinamento para reconhecer os tanques e direcionar o ataque contra eles.
A análise dos destroços desse ataque e de outros ocorridos em Zaporizhzhia revelou a presença de minicomputadores embarcados comercializados pela Nvidia. Segundo especialistas e oficiais militares, esses equipamentos eram responsáveis por tomar decisões relacionadas à seleção dos alvos.
A Nvidia produz chips utilizados em sistemas avançados de inteligência artificial.
A presença dos módulos da empresa e a ausência de antenas nos drones levaram os responsáveis pela defesa aérea ucraniana a suspeitar que os equipamentos eram guiados por um sistema autônomo de inteligência artificial. Investigações posteriores teriam confirmado essa hipótese.
O coronel Serhiy Minaiev, comandante da defesa aérea em Zaporizhzhia, alertou para os riscos do uso de inteligência artificial em ações militares.
“Este é um risco para o mundo inteiro (…) Daqui a alguns anos, estaremos vivendo em um filme do ‘Exterminador do Futuro’. Não é brincadeira. Máquinas estão tomando decisões para atacar”, afirmou.
Com informações do Metrópoles






